Publicado em 21/01/2022 às 11h17.

Deltan Dallagnol recebe R$ 191 mil de férias ao se desligar do MP

Ex-procurador disse que pagamento se refere a indenização por férias não gozadas

Redação
Foto: Pedro Oliveira/ Assembleia Legislativa do Paraná/ Fotos Públicas
Foto: Pedro Oliveira/ Assembleia Legislativa do Paraná/ Fotos Públicas

 

Ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que deixou o Ministério Público Federal (MPF) em novembro de 2021 e se filiou ao Podemos para disputar um cargo eletivo nas eleições, recebeu, em dezembro do ano passado, o total de R$ 191 mil referente a indenizações por férias.

Ouvido pela Folha de S. Paulo, o ex-procurador alegou que o valor embolsado se deu se por conta de férias não gozadas no período em que chefiou a equipe da operação em Curitiba. “Em razão das exigências do trabalho na Operação Lava Jato”, Deltan disse que precisou acumular férias não gozadas que foram usufruídas após sua saída da força-tarefa, em 2020, “compatibilizando as suas férias com as de outros colegas e as necessidades do trabalho”.

O ex-procurador explicou que ao ser exonerado ainda acumulava períodos antigos que seriam usufruídos em 2022. “Férias não gozadas devem ser, por força de lei, indenizadas”, argumentou Dallagnol.

Segundo o jornal, a Procuradoria da República no Paraná disse que os pagamentos de natureza pessoal e informou que não poderia dar detalhes “além do que já é disponibilizado regularmente no Portal da Transparência, em conformidade com a legislação”.

Em 2021, Deltan tirou o total de 50 dias de férias, dividido em partes. Segundo ele, os períodos de folga se adequaram às necessidades das atividades desempenhadas. Juízes e membros do MPF têm direito a 60 dias de férias anuais.

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