Publicado em 26/10/2020 às 08h47.

Operação Faroeste: falso cônsul é alvo de novo pedido de prisão, diz coluna

Pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público do Piauí

Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

Apontado pela suposta delação premiada atribuída à desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Sandra Inês Moraes Ruscolelli Azevedo e seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, ao Ministério Público Federal (MPF) na Operação Faroeste, como “falso cônsul” de Guiné-Bissau, o advogado Adailton Maturino é alvo de novo pedido de prisão. Desta vez, por parte do Ministério Público do Piauí (MP-PI), que solicitou sua prisão preventiva por ter descumprido medidas cautelares impostas a ele. As informações foram divulgadas pela coluna Satélite, do Jornal Correio, nesta segunda-feira (26).

Maturino é acusado de ser o mentor do esquema de grilagem e venda de sentenças no TJ-BA. Atualmente, ele está preso no Presídio da Papuda, em Brasília. O pedido do MP do Piauí, segundo a coluna, foi pelo caso do suposto furto de um processo administrativo disciplinar movido contra o juiz piauiense, José Ramos Filho, que é suspeito de transferir fraudulentamente imóveis e terras para integrantes do grupo liderado por ele.

Segundo a publicação, no pedido de prisão atual, que foi encaminhado à Justiça do Piauí no último dia 2, o MP-PI acusa Maturino de ter descumprido medidas cautelares impostas a ele como condição para sua soltura, há quase seis anos, como usar tonozeleira eletrônica, comparecer a cada três meses à Justiça para prestar esclarecimentos sobre suas atividades e permanecer em casa durante as noites.

Maturino também foi proibido de deixar Teresina sem autorização judicial. No entanto, segundo a coluna, o MP-PI ressaltou que ele desobedeceu a determinação e estendeu suas ações para a Bahia, onde foi preso por operar o esquema sob a mira da Faroeste.