Publicado em 03/12/2021 às 20h20.

STF determina investigação de Bolsonaro por associar vacinas à Aids

Em live em outubro, presidente associava vacina a um risco alto de desenvolver Aids. Live foi retirada do ar

Redação
Foto: Divulgação / Redes Sociais
Foto: Divulgação / Redes Sociais

 

Um inquérito vai ser aberto para apurar a conduta do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao divulgar fake news associando a vacinação contra Covid-19 a um alto risco de desenvolver Aids. A determinação é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o portal G1, a decisão de Moraes atende a um pedido feito pela CPI da Covid. No despacho, o ministro critica a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de abrir apenas uma apuração preliminar, interna, para avaliar as falas de Bolsonaro.

A desinformação foi compartilhada pelo presidente em uma transmissão ao vivo nas redes sociais em outubro. A live de Bolsonaro foi retirada do ar pelo Facebook, YouTube e Instagram.

Na semana seguinte, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, reafirmou que as vacinas usadas no Brasil são seguras, e que nenhuma delas aumenta a “propensão de ter outras doenças”.

A decisão
Segundo o portal G1, na decisão, Moraes afirma que não caberia à PGR abrir apuração interna já que o STF foi provocado a partir de uma notícia-crime contra o presidente.

O ministro afirma ainda que é preciso apurar a relação entre essa fake news e a atuação de uma suposta organização criminosa investigada pelo Supremo e que envolve aliados do presidente Bolsonaro.



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