Publicado em 12/02/2020 às 16h46.

STJ libera nomeação de Sérgio Camargo para a Fundação Palmares

Com a decisão, a expectativa é de que Sérgio Camargo seja imediatamente reconduzido ao cargo de presidente

Redação
Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

 

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, derrubou, nesta quarta-feira (12), a decisão que suspendia a nomeação de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares. O ministro acatou um recuro da Advocacia Geral da União (AGU).

Nas redes sociais, Sérgio comemorou “Caiu a liminar que me afastou da Fundação Cultural Palmares. Serei reconduzido ao cargo. Grande dia”, postou. Com a decisão, a expectativa é de que Sérgio Camargo seja imediatamente reconduzido ao cargo de presidente.

Camargo foi nomeado pelo ex-secretario da Cultura, Alberto Alvim, mas em dezembro do ano passado, a Justiça do Ceará, a pedido do advogado Hélio de Sousa Costa, pediu a suspensão da nomeação através de uma ação popular.

Segundo Hélio, houve desvirtuamento na nomeação, porque as declarações de Camargo nas redes sociais seriam incompatíveis com o papel do órgão para o qual foi escolhido. O juiz concordou que houve “excessos” nas postagens de Camargo em redes sociais.

Entre as postagens listadas no processo, Camargo se referiu à ativista americana Angela Davis como “comunista e mocreia assustadora”. Também declarou que nada ter a ver com “a África, seus costumes e religião”. Sugeriu entrega de medalha a “branco que meter um preto militante na cadeia por crime de racismo”. Disse que “é preciso que Mariele morra. Só assim ela deixará de encher o saco”. E, por fim, afirmou que “Se você é africano e acha que o Brasil é racista, a porta da rua é serventia da casa”.

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