Publicado em 19/01/2020 às 15h00.

Confrontos entre manifestantes e policiais deixam 377 feridos no Líbano

País vive uma grave crise socioeconômica e política, com protestos ocorrendo regularmente desde o dia 17 de outubro

Redação
Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

 

Ao menos 337 pessoas ficaram feridas após manifestantes e policiais entrarem em confronto no sábado (18), em Beirute, no Líbano. O país vive uma grave crise socioeconômica e política, com protestos ocorrendo regularmente desde o dia 17 de outubro.

Os manifestantes convocaram novos chamados para uma mobilização neste domingo (19) próximo à Praça dos Mártires, epicentro dos protestos. No sábado, foram registrados confrontos nesta região da cidade – as forças de ordem dispararam balas de borracha ao passo que os manifestantes fizeram uso de pedras nos ataques.

A violência começou em frente a uma das principais portas do Parlamento local, no centro de Beirute, quando manifestantes atacaram policiais do batalhão de choque posicionados atrás de barricadas.

Nas redes sociais, um vídeo mostra membros das forças de ordem agredindo pessoas apresentadas como manifestantes que desembarcavam de uma caminhonete em um quartel de Beirute. A polícia anunciou no Twitter a abertura de uma investigação sobre o ocorrido.

Cerca de 30 pessoas foram detidas nestes incidentes, embora a promotoria tenha ordenado a sua libertação, anunciou neste domingo a agência oficial ANI.

“Não havia justificativa para o uso brutal da força pela polícia contra manifestantes, a maioria pacíficos”, estimou a Human Rights Watch (HRW).

Os protestos ganharam força nas últimas semanas, pela piora da situação socioeconômica e pela incapacidade das autoridades de formar um governo mais de dois meses depois da demissão do premier Rafic Hariri.

As manifestações das últimas semanas também respondem às restrições que os bancos estão impondo aos saques.

O Líbano tem uma dívida de quase 90 bilhões de dólares, ou mais de 150% de seu PIB, e o Banco Mundial advertiu, em novembro, que o índice de pobreza poderia atingir 50% da população, contra o atual um terço.

(com agências de notícias)

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