Publicado em 05/06/2026 às 17h02.

OMS e África CDC lançam plano de US$ 518 milhões para conter surto de Ebola

Plano, que vai vigorar até novembro, foca na coordenação de emergências, vigilância epidemiológica e reforço laboratorial

Redação
Um novo caso confirmado de infecção pelo vírus ebola na Libéria foi confirmado nesta sexta-feira (20). (Foto: Reprodução/Wikipedia)
Um novo caso confirmado de infecção pelo vírus ebola na Libéria foi confirmado nesta sexta-feira (20). (Foto: Reprodução/Wikipedia)

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), anunciou nesta sexta-feira (5) um plano de resposta continental de seis meses, orçado em US$ 518 milhões (cerca de 446 milhões de euros), para conter o avanço do surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo (RDC) e a vizinha Uganda.

O plano, que vai vigorar até novembro, foca na coordenação de emergências, vigilância epidemiológica, reforço laboratorial e engajamento comunitário.

A mobilização internacional ocorre no momento em que a OMS já classifica o atual cenário como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

A grande preocupação das autoridades sanitárias reside no fato de a epidemia ser causada pela cepa Bundibugyo, a terceira variante mais letal do vírus. Diferente da cepa Zaire — que possui imunizantes eficazes já amplamente utilizados —, não existe vacina aprovada ou tratamento específico licenciado para a variante Bundibugyo, o que eleva a taxa de mortalidade estimada entre 30% e 50%.

Até o momento, o balanço oficial da OMS aponta para 381 casos confirmados e 64 mortes, concentrados majoritariamente em 25 zonas de saúde de três províncias do nordeste da RDC (Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul). Fora do território congolês, Uganda já confirmou 16 casos da doença, com um óbito registrado.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que, devido à ausência de vacinas prontas, o sucesso da contenção dependerá do rastreamento rígido de contatos e do apoio das populações locais. “Conter o Ebola exige compromisso político, financiamento contínuo e confiança no envolvimento das comunidades”, declarou.

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