Publicado em 12/04/2026 às 16h30.

Peru vota com recorde de candidatos e retorno do sistema bicameral após 33 anos

Os resultados oficiais devem começar a ser divulgados à meia-noite deste domingo

Redação
Foto: Reprodução

 

A eleição geral realizada neste domingo (12) no Peru ocorre sob um cenário de fragmentação política extrema e incerteza institucional. Com 35 candidatos na disputa pela presidência — após a morte de um 36º postulante em um acidente de carro —, o país tenta encontrar estabilidade após uma década marcada por uma sucessão de dez presidentes e constantes crises entre os poderes.

Além da escolha do novo mandatário, os 27 milhões de eleitores definirão os 130 deputados e os 60 senadores que comporão o Congresso, marcando a reabertura oficial do Senado peruano, extinto há mais de três décadas.

A principal favorita para avançar ao segundo turno, marcado para 7 de junho, é Keiko Fujimori, que lidera as pesquisas com aproximadamente 15% das intenções de voto. Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, a candidata carrega um histórico de três derrotas consecutivas em segundos turnos (2011, 2016 e 2021).

Apesar da liderança momentânea, sua alta rejeição popular é apontada por analistas como um teto difícil de ser superado em um eventual confronto direto, o que mantém o desfecho da eleição totalmente em aberto.

O maior mistério do pleito, no entanto, reside em quem ocupará a segunda vaga para o turno decisivo. Os demais candidatos aparecem em um massivo empate técnico nas sondagens de opinião, refletindo o cansaço do eleitorado com a classe política tradicional.

Os resultados oficiais devem começar a ser divulgados à meia-noite de hoje, definindo não apenas o futuro do Executivo, mas também a configuração do novo sistema bicameral, retomado pelo Congresso em 2024 apesar da rejeição popular manifestada em plebiscito no ano de 2018.

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