Irã aceita cessar-fogo, mas pode voltar atrás após bombardeio no Líbano

    Trump ofereceu trégua, mas condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O Irã aceitou a trégua temporária de duas semanas proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após anúncio feito na noite de terça-feira (7), mas já nesta quarta-feira (8) o acordo pode ser desfeito pelo Irã.

    Mesmo com o cessar-fogo em vigor, o governo iraniano sinalizou a possibilidade de romper o acordo e reagir militarmente após bombardeios registrados no Líbano, feitos por Israel. Segundo a mídia estatal Press TV, autoridades de segurança alertaram que o país pode iniciar uma ofensiva de defesa em larga escala caso novas violações ocorram.

    O acordo estabelece a suspensão dos ataques entre os países, e condicionada à garantia de segurança na navegação pelo Estreito de Ormuz, condição aceita pelo governo iraniano, após sucessivas ameaças, recuos e ultimato feitos pelo presidente norte-americano, que chegou a mencionar a possibilidade de destruição em larga escala.

    Apesar da adesão ao acordo, o Irã ressaltou que a trégua não representa o fim imediato do conflito. Segundo autoridades, a formalização de um acordo mais amplo depende da conclusão de um plano com diretrizes ainda em negociação entre os países.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou, em nota, que a circulação de embarcações será permitida durante o período, sob condições específicas. “Durante duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã, respeitando as limitações técnicas existentes”, declarou.