Publicado em 30/01/2017 às 19h20.

Granja rebate MPT sobre denúncia de trabalho escravo

Em nota, Granja Sossego informou que cumpriu todas as exigências dos promotores e disse que trabalhadores não eram seus funcionários

Redação
Divulgação: Granja Sossego
Divulgação: Granja Sossego

 

A Granja Sossego, localizada no município de Entre Rios e controlada pela Capebi Agroindustrial, rebateu a denúncia do Ministério Público do Trabalho de que trabalhadores teriam sido encontrados por duas vezes em condição semelhante à de escravos e vítimas de fraudes nos registros de contratos de trabalho.

Uma indenização no valor de R$ 3 milhões foi determinada pelo MPT para pagamento de indenizações por danos morais coletivos, somando-se a uma decisão da 2ª Vara de Alagoinhas em agosto de 2016, que determinou que a empresa pague mais de R$ 2 milhões em multas previstas.

Em nota, a Capebi Agroindustrial e a Granja Sossego informou que “jamais submeteram seus trabalhadores à condição análoga à de escravo e que todas as exigências solicitadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no primeiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ocorrido em 2011, foram acatadas até o ano de 2015”.

Além disso, a empresa alega que os trabalhadores flagrados em condições insalubres durante força tarefa do MPT em novembro de 2015 não eram seus funcionários. “O produto era vendido para outros empresários que ficavam responsáveis pela retirada do material com a sua própria equipe. Atualmente, a Granja Sossego contratou uma equipe própria, composta por oito empregados devidamente registrados e com todos os EPI’s [Equipamentos de Proteção Individual] para desenvolvimento do trabalho de forma segura”, diz o comunicado.

Segundo a companhia, nenhuma notificação judicial foi entregue no ano de 2017.