Publicado em 10/02/2017 às 21h20.

Justiça condena Itaú a pagar R$ 1 milhão em indenizações

Ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia denuncia prática de assédio moral por parte de um gerente do banco

Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

A Justiça do Trabalho da Bahia condenou nesta sexta-feira (1), o banco Itaú Unibanco a pagar indenização e R$ 1 milhão ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por conta de uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia pela prática de assédio moral. Segundo a decisão, proferida pela 1ª Vara do Trabalho de Vitória da Conquista, o gerente de uma das agências teria assediado funcionários com ações consideradas pelo MPT como “atos terroristas”.

Os relatos citam humilhações em público – na presença de colegas e clientes, intimidação, coação, desrespeito, falta de ética, perseguição e até “manipulação de horários nas folhas de ponto com a intenção de não gerar horas extras”.

Em nota, o Itaú Unibanco afirmou que irá fazer auditoria interna onde avaliará a possibilidade de recorrer da decisão judicial e afirmou repudiar o comportamento do acusado e ter tomado “medidas cabíveis” quanto às denuncias que chegaram à ouvidoria interna. O MPT refutou a nota do Itaú, afirmando que ficou provado que os funcionários afetados faziam denúncias e reclamações no canal interno do banco desde 2011 sem respostas nem providências da instituição. Para o MPT, o Itaú não apurou ou investigou e o empregado continuou perseguindo os funcionários.

A decisão obriga o Itaú Unibanco a oferecer serviço de psicologia organizacional para os trabalhadores, com o objetivo de identificar formas de assédio e adotar medidas para manter o ambiente de trabalho saudável. O não cumprimento pode levar à multa de R$ 100 mil para cada descumprimento ou para cada trabalhador prejudicado, além da indenização de R$ 1 milhão.