Publicado em 04/10/2019 às 09h11.

Trabalhadores em situação análoga à escravidão são encontrados na Vaquejada de Serrinha

Tradicional vaquejada realizada no interior baiano entrou na nova "lista suja" do trabalho escravo, divulgada nesta quinta-feira (3) pelo Ministério da Economia

Redação
Foto: Divulgação/Vaquejada de Serrinha
Foto: Divulgação/Vaquejada de Serrinha

 

A Vaquejada de Serrinha foi incluída na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada nesta quinta-feira (3) pelo Ministério da Economia. A nova relação, a segunda divulgada no governo Bolsonaro, tem 28 novos empregadores que foram autuados por submeter 288 trabalhadores à escravidão contemporânea.

Na tradicional vaquejada realizada no interior baiano foram encontrados 17 funcionários responsáveis pelo cuidado dos animais trabalhando em situação análoga à escravidão. No local, não havia geladeira, mesas ou cadeiras e alguns dos trabalhadores dormiam em redes no curral.

A fiscalização foi feita por auditores fiscais do trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho em setembro de 2016 no Parque de Vaquejada Maria do Carmo. As informações são da ONG Repórter Brasil.

A situação dos trabalhadores contrasta com a opulência do evento, realizado neste ano entre os dias 5 e 8 de setembro, em que vaqueiros concorreram a prêmios de até R$ 50 mil e que contou com a atração de nomes como Anitta e Luan Santana.

A reportagem do bahia.ba tentou fazer contato com Carlos Matos, um dos proprietários do Parque de Vaquejada Maria do Carmo, sem sucesso.

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