Publicado em 30/05/2026 às 15h50.

Vigilância Sanitária encontra fezes em fábrica de temperos clandestina na Bahia

Redação
Vigilância Sanitária interdita fábrica clandestina de temperos no povoado Pé de Galinha por falta de alvará sanitário (Foto: reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista)

 

A Coordenação de Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa) interditou, na manhã de quinta-feira (28) uma fábrica de temperos clandestina no povoado Pé de Galinha, distrito de Iguá, em Vitória da Conquista, por falta de alvará sanitário e outras irregularidades. Local foi classificado como Nível III (Alto Risco) de contaminação.

Após uma denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), os agentes da Visa  foram ao local verificaram que a fábrica não possui alvará sanitário, além de condições inadequadas para a atividade, como falta de locais destinados exclusivamente à produção e armazenamento, além da presença de ferramentas e material inservível no mesmo ambiente em que os alimentos são manipulados.

Outros pontos observados pelos agentes foram a reutilização de sacaria e a presença de fezes de animais de estimação na área de transbordo, bem como a falta de um projeto arquitetônico.

A fábrica foi interditada e seguirá fechada até que os representantes se apresentem ao órgão e regularizem a situação. Dentro do espaço, a Visa estima que havia cerca de 9 toneladas de produtos, tanto matéria-prima quanto destinados à distribuição. O material foi apreendido de forma cautelar, sendo mantido no local.

“Desde setembro do ano passado a gente tem recebido denúncias, na Ouvidoria e agora provocada pelo próprio Ministério Público. É uma indústria de temperos, mais uma em Vitória da Conquista, e nós viemos averiguar a situação. A empresa não tem alvará de funcionamento e nem alvará sanitário. Houve apreensão de produtos, tanto matéria prima como produtos a serem distribuídos, estão interditados cautelarmente e o processo segue com a interdição total do estabelecimento. Agora fica a cargo dos responsáveis procurar a Vigência Sanitária para uma possível regularização”, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares.

“Encontramos uma situação complicada, mais uma de uma indústria de temperos, que precisa ter responsável técnico. Encontramos inúmeros produtos inservíveis lá dentro, já considerados como lixo. O armazenamento dos produtos não é feito de forma adequada, não há condições nenhuma de estar produzindo qualquer produto alimentício”, concluiu.

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