Publicado em 24/04/2026 às 15h09.

Aladilce cobra da SEMAN esclarecimentos sobre contratos de drenagem

Os contratos mencionados somam R$ 293 milhões e envolvem quatro empresas responsáveis

Redação
Foto: André Souza / bahia.ba

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou os gastos da Prefeitura de Salvador com contratos de manutenção urbana e cobrou explicações formais da gestão municipal. Nesta sexta-feira (24), a parlamentar protocolou um ofício direcionado à Secretaria Municipal de Manutenção (SEMAN), com cópia para a Secretaria da Fazenda, solicitando acesso aos contratos firmados em dezembro de 2025 e aos resultados das ações executadas.

“Com os gastos milionários feitos pela prefeitura com o discurso de que estaria preparando a cidade para o previsível período de chuvas, era para Salvador estar um brinco. Mas, ao contrário, o que vimos foi a cidade alagar na primeira chuva do ano. Pelo visto o dinheiro público escorreu pelo ralo e o prefeito nos deve satisfação”.

Os contratos mencionados somam R$ 293 milhões e envolvem quatro empresas responsáveis por serviços de manutenção urbana: Jotagê Engenharia, Roble Serviços, Construtora BSM e Metro Engenharia. Entre as atividades previstas estão limpeza de galerias pluviais, desobstrução de canais, dragagem, repavimentação e melhorias no sistema de drenagem, com foco na prevenção de alagamentos.

Segundo a vereadora, falta transparência na condução desses contratos durante a gestão do prefeito Bruno Reis, o que exige maior pressão da população por esclarecimentos. “Apesar do valor divulgado, Salvador continua despreparada para qualquer chuvinha um pouco mais forte”, afirmou. Ela também destacou que seguirá exercendo sua função de fiscalização do Executivo. “Em 2025 muitos pedidos de esclarecimento ficaram sem resposta”.

A parlamentar ainda criticou a resposta da gestão diante dos problemas recorrentes durante o período chuvoso. “Qualquer gestor responsável sabe quais são os pontos críticos da cidade e não espera a chuva começar para correr atrás do prejuízo. Não adiantar culpar Santo Antônio. E as chuvas já começaram, com impactos na rotina de bairros como Cajazeiras, Pau da Lima, Cabula, Boca do Rio, Itapuã e Subúrbio Ferroviário. Até áreas centrais de Salvador, como o Vale do Canela e a Avenida Centenário, revelaram o despreparo da capital para enfrentar períodos de chuva”.

Nos ofícios encaminhados, Aladilce também questiona os critérios adotados pela prefeitura para a escolha das empresas contratadas. De acordo com ela, dados disponíveis no Portal da Transparência indicam que a Construtora BSM, que já mantém contratos com o município desde gestões anteriores, ampliou significativamente seus ganhos por meio de aditivos contratuais sem licitação, elevando o valor inicial de R$ 156 milhões para R$ 395,3 milhões, um aumento de 153%.

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