Publicado em 11/03/2016 às 18h00.

Aleluia clama por renúncia; para Imbassahy, ato ‘abrevia agonia’

Mesmo favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, o líder do PSDB na Câmara Federal, Antônio Imbassahy, defende respeito aos princípios constitucionais

Ivana Braga
Foto: George Gianni/ Divulgação
Foto: George Gianni/ Divulgação

 

Apesar de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter descartado a possibilidade de renunciar ao cargo, a sugestão do senador Aécio Neves (PSDB) começa a ganhar espaço no cenário político nacional. Para o líder do PSDB na Câmara Federal, deputado Antônio Imbassahy, a desistência da mandatária poderia abreviar a “agonia” em que o país vive. O parlamentar entende, no entanto, que seria um ato unilateral, cuja decisão cabe exclusivamente à petista.

Mesmo favorável ao afastamento de Dilma, o tucano baiano defende a necessidade de respeito aos princípios constitucionais, que não podem ser atropelados. Segundo ele, há caminhos para o afastamento que obedecem aos princípios, como o impeachment que tramita no Congresso Nacional, o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avalia as ações de suposto crime eleitoral, e a renúncia, medida que só Dilma pode definir.

Já o deputado José Carlos Aleluia (DEM) considera a renúncia um “ato patriótico que o povo brasileiro espera da presidente Dilma Rousseff” e “uma manifestação de humildade”. O democrata defende que a presidente “não pode se furtar a esse gesto de grandeza em prol da nação”, que “agoniza e quem sofre com isso é o povo brasileiro”. Na opinião de Aleluia, a comandante da República tem o dever de priorizar os interesses do conjunto do povo brasileiro, que não pode ser sacrificado “em favor de uma organização criminosa que arruinou o país”.

A reportagem do bahia.ba tentou contato com lideranças do PT, a exemplo do líder do partido na Câmara Federal, Afonso Florense, o presidente da legenda na Bahia, Everaldo Anunciação, e o deputado Jorge Solla. Nenhum deles atendeu ou retornou às ligações.

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