Publicado em 22/05/2026 às 21h01.

Ana Paula Matos lamenta morte de jovem vítima de feminicídio em Salvador

Vice-prefeita diz esperar “que nenhuma mulher tenha sua vida e seus sonhos interrompidos de forma tão cruel”

Redação
Foto: Vitor Pereira/bahia.ba

 

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União Brasil), utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (22) para lamentar a morte de Iana Silva Santos, de 25 anos, vítima de feminicídio no bairro Alto de Coutos, em Salvador. “Muito triste com a notícia da perda de Iana Silva, vítima de feminicídio”, disse Ana Paula.

A ex-secretária da SMS, contou um pouco da trajetória de Iana e por fim desejou conforto nesse momento difícil para a família da jovem. “Ela trabalhava na OT- Trans e fazia parte do nosso programa de inserção feminina no mercado de trabalho, iniciou como Jovem Aprendiz. Que Deus possa confortar o coração de toda família”, escreveu.

Por fim Ana Paula espera que nenhuma outra mulher tenha a vida ceifada desta forma. “Que nenhuma mulher tenha sua vida e seus sonhos interrompidos de forma tão cruel”, publicou a vice-prefeita.

O caso:
Iana foi atacada a facadas dentro da própria residência pelo ex-companheiro, identificado como Jonatas dos Santos Moreira. A vítima possuía medida protetiva contra o homem, que havia sido preso anteriormente por agressão, e para a Justiça disse que foi legitima defesa. Após ser preso por violência doméstica, ele foi liberado para responder em liberdade, desde o início deste mês após decisão judicial. Mas após 14 dias solto, Jonatas matou Iana.

Após o ataque, vizinhos e parentes encontraram a jovem ferida e acionaram socorro, mas ela não resistiu após ser encaminhada ao Hospital do Subúrbio. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios, que realiza diligências para localizar o suspeito.

Em depoimentos anteriores à Justiça, Iana relatou que o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento e insistia em reatar a relação. O caso levanta novamente o debate de medidas efetivas para a proteção das mulheres, ainda mais em casos de reincidência, homens que tem histórico, ficam soltos e retornam para agredir ex-companheiras.

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