Publicado em 18/10/2023 às 08h53.

Após juiz soltar líder de facção, Jerônimo pede alinhamento para fortalecer segurança

‘Nós estamos atrás de um foragido pra que a Justiça mais uma vez possa fazer o seu papel’, disse o governador

Fernanda Chagas / Jamile Amine
Foto: Fernanda Chagas / bahia.ba

 

Cauteloso, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pregou a “autonomia dos poderes” ao comentar determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo afastamento do desembargador Luiz Fernando Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), após o magistrado conceder prisão domiciliar a um líder da facção criminosa Bonde do Maluco.

“Olha, a autonomia dos poderes eu tenho que respeitar. Eu só reforço a minha crença na Justiça e a minha expectativa na Justiça”, disse o chefe do Executivo baiano, nesta quarta-feira (18), ao ser questionado pelo bahia.ba a respeito do caso. “Eu acho que a atuação tem que ser essa, porque nós fazemos o papel de polícia na SSP [Secretaria de Segurança Pública] e a polícia prende. E quando prende um criminoso, tem que julgar”, pontuou o governador.

Sem entrar em confronto direto com o judiciário, ele reconheceu a importância dos direitos humanos, mas criticou a impunidade ao apontar a grande reincidência dos crimes. “Existem casos que nós prendemos criminosos com tornozeleira, prendemos criminosos com 15, 20 passagens em presídios”, pontuou Jerônimo, que prega o “alinhamento entre a Justiça e o Executivo” para “fortalecer a segurança do povo da Bahia”.

“O povo da Bahia está de olho nisso e eu também estou, mas eu me limito a entender que nós fazemos o nosso papel. A nossa Polícia Civil, Polícia Militar, a parceria com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária, a gente faz o papel de ir atrás, ir buscar”, disse o petista. “Nós estamos atrás de um foragido pra que a Justiça mais uma vez possa fazer o seu papel”, concluiu.

 

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