Publicado em 12/05/2026 às 09h55.

Após operação da PF, Ciro Nogueira diz que é alvo de perseguição política

Presidente nacional do PP afirma não ter recebido valores ilícitos ligados ao Banco Master

Daniel Serrano
Foto: Moreira Mariz/ Agência Senado

 

O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, utilizou as redes sociais nesta terça-feira (12) para divulgar um vídeo em que critica a operação da Polícia Federal (PF) contra ele na última quinta-feira (7), que investiga apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e favorecimento político envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.  

Na publicação, Ciro Nogueira garante não ter recebido valor ilícito nem cometido nenhuma irregularidade em benefício do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O parlamentar ainda classificou a operação da PF como “roteiro absurdo de ficção”. 

“Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora. Eu sigo de cabeça erguida, consciência tranquila e confiança de que a verdade vai prevalecer mais uma vez”, diz o senador no post. 

“Quero que a polícia investigue com rigor, pois sei que não cometi nenhuma irregularidade e isso ficará provado novamente. Com o tempo e os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, acrescentou.

 

 

Ligação de Nogueira com o Banco Master

As investigações da PF indicam que Nogueira teria recebido vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com relatório da PF, o senador apresentou uma emenda apresentada para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, que teria sido elaborada com participação de integrantes do Banco Master.

Em troca, Ciro Nogueira teria recebido “vantagens indevidas” na forma de “pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie”.

Na última segunda-feira (11), o escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados informou que não representa mais Ciro Nogueira no caso do Banco Master.

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, diz o documento.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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