Publicado em 16/09/2019 às 11h40.

Aroldo Cedraz, filho de Valente, deixou conterrâneos surpresos pelo escândalo

Já o filho Tiago nem nasceu e nem nunca pisou lá. É um estrangeiro entre os valentenses. Por ele ninguém chora

Levi Vasconcelos
Foto: Jane de Araújo/ Agência Senado
Foto: Jane de Araújo/ Agência Senado

 

Formado em medicina veterinária e professor da UFBA, Aroldo Cedraz (foto), ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), livrou-se de pepino gigante: quarta passada a 2ª Turma do STF rejeitou a denúncia contra ele, por falta de provas, de tráfico de influência em favor do filho, Tiago, ainda enroscado, acusado de ter recebido mais de R$ 1 milhão de propinas da UTC, que tocava uma obra em Angra 3.

Livrou-se em parte, ressalte-se. Está inocentado, mas a nódoa posta pelo intenso noticiário negativo continua. Filho de Valente, região do sisal, Cedraz andou muito por lá entre 1990 e 2006, atrás de votos, quando exerceu quatro vezes o mandato de deputado federal. Era uma figura querida, e todos ficaram perplexos.

Tiago, o estrangeiro

Em 2006, perdeu, mas foi contemplado com o TCU, quando os petistas, empolgados com a reeleição de Lula, ‘esqueceram’ do Congresso.

Cedraz era muito respeitado entre os conterrâneos, e quando o nome dele apareceu no escândalo, provocou ‘uma grande surpresa’, como disse um amigo dele.

— Ninguém esperava. Foi uma surpresa do mal.

Mas assim que se tornou ministro do TCU, Cedraz começou a cortar os laços com a terra. Vendeu tudo o que tinha, casa e fazenda. E lá não mais punha os pés, virou um brasiliense. Mesmo assim, tinha muitos amigos que sempre o procuravam.

Já o filho Tiago nem nasceu e nem nunca pisou lá. É um estrangeiro entre os valentenses. Por ele ninguém chora. Apenas dizem que talvez o pai não mereça o filho que tem. E ‘talvez’ nem Valente.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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