Publicado em 20/11/2019 às 13h49.

Com o filho investigado, Bolsonaro se cala sobre STF e Coaf

O Supremo julga nesta quarta as circunstâncias em que órgãos podem enviar informações sobre suspeitas de crimes ao Ministério Público

Redação
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem evitado dar declarações públicas sobre a atuação da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) – antigo Coaf – e o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que define o uso de informações do órgão para investigações de casos de corrupção. Seu filho Flávio, senador pelo Rio de Janeiro, é investigado.

O STF julga nesta quarta-feira (20) as circunstâncias em que órgãos como Receita Federal, Banco Central e antigo Coaf – rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF) ao ser transferido do Ministério da Economia para o Banco Central neste ano — podem enviar informações sobre suspeitas de crimes ao Ministério Público.

Em julho, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu todas investigações que utilizaram, sem ordem judicial, dados detalhados enviados por esses órgãos. A decisão foi tomada com base em recurso de Flávio Bolsonaro, investigado por suspeitas de se apropriar de parte dos salários dos funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

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