Publicado em 01/07/2026 às 20h09.

Coronel vê uso eleitoral na PEC da escala 6×1 e defende debate amplo no Senado

Senador criticou a forma como o assunto ganhou força no Congresso e atribuiu motivação eleitoral

André Souza
Foto: André Souza

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1 ainda não avançou no Senado porque a Casa pretende aprofundar o debate antes de deliberar sobre o tema. Segundo o parlamentar, a discussão envolve impactos para trabalhadores e empregadores e não pode ser conduzida de forma acelerada.

Coronel criticou a forma como o assunto ganhou força no Congresso e atribuiu motivação eleitoral à retomada da proposta pelo PT. Para ele, o texto permaneceu parado por anos na Câmara dos Deputados e voltou ao centro das discussões em um momento politicamente conveniente.

“O PT ressuscitou uma proposta que estava dormindo na Câmara dos Deputados há mais de três anos. Resolveu agora, faltando três meses. Então a gente vê que é uma peça literalmente eleitoreira”, afirmou.

Apesar da crítica, o senador disse não ser contrário à revisão da jornada de trabalho. Segundo ele, a prioridade é construir um entendimento entre empregados e empregadores antes que a matéria seja votada.

“Eu não sou contra trabalhador, eu sou a favor do trabalhador. Agora também sou a favor que se discuta para que os dois lados entrem em consenso, tanto quem emprega quanto quem é empregado”, declarou.

O parlamentar ressaltou que o Senado exercerá seu papel de Casa revisora e que a proposta será submetida a audiências e debates com representantes dos setores envolvidos, diferentemente, segundo ele, do que ocorreu durante a tramitação na Câmara.

“Estamos começando a discutir, ouvir as partes. O Senado é chamado de Casa revisora e nós vamos ouvir à exaustão todos os segmentos envolvidos”, disse.

A PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho tem mobilizado parlamentares, sindicatos e representantes do setor produtivo.

Enquanto defensores sustentam que a medida amplia a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos argumentam que qualquer alteração precisa considerar os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes portes.

No Senado, a tendência é que a discussão avance por meio de audiências públicas antes da definição sobre a tramitação da proposta.

André Souza
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música, atualmente trabalha como repórter de Política no portal bahia.ba.

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