Publicado em 01/07/2026 às 20h04.

Carlos Prazeres celebra retorno da OSBA à Sala Principal do TCA: ‘Lindo e renovado’

Maestro também elogia vanguarda cultural baiana e projeta o futuro da orquestra como farol internacional

Otávio Queiroz / Gabriela Encinas
Foto: Gabriela Encinas/bahia.ba

 

A reinauguração da Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), nesta quarta-feira (1º), foi celebrada como um marco histórico para o cenário artístico da Bahia. Principal corpo artístico residente do complexo, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) comemorou a conclusão das obras de reestruturação e modernização do equipamento.

O regente titular e diretor artístico da orquestra, maestro Carlos Prazeres, manifestou profunda emoção com o retorno ao palco oficial, ressaltando o impacto técnico da reforma no desempenho dos músicos e o papel do TCA como a verdadeira casa da música clássica no estado.

“Estamos de volta ao nosso aconchego, o Teatro Castro Alves, que é a casa da Orquestra Sinfônica da Bahia”, celebrou o maestro.

Prazeres ponderou que, embora a circulação da sinfônica por outros espaços urbanos seja necessária, o rigor técnico da música erudita exige as condições específicas de um grande teatro.

“É muito importante que a gente se desencastele, que a gente toque fora do teatro, mas é muito importante também que o povo baiano saiba que o Teatro Castro Alves é a casa da OSBA, não por um simples capricho. O músico clássico é acostumado a tocar num ambiente acústico e num ambiente preparado para que ele soe melhor”, explicou o regente.

Para Carlos Prazeres, a entrega do complexo cultural modernizado coincide com um período de amadurecimento e excelência técnica da orquestra.

“Essa reforma do teatro veio no melhor momento da orquestra e eu acredito que ela vai, junto com a OSBA, ser o expoente de muitas vitórias, muitos concertos incríveis de altíssimo nível daqui para frente, aqui no território baiano. A gente está muito feliz de ver o teatro renovado, lindo, completamente à disposição desse público”, completou o diretor musical.

Referência internacional

Carioca de nascimento, mas profundamente conectado com as raízes locais, o maestro fez uma declaração de admiração à efervescência criativa e à identidade baiana. Ele destacou que a OSBA tem conseguido romper moldes tradicionais e se consolidar como uma referência de inovação para grupos sinfônicos inclusive de fora do Brasil.

“A Bahia é um estado — eu ia falar país, porque a Bahia é um país —, mas a Bahia é um estado que, para mim, é o farol da cultura no Brasil. E olha que eu estou dizendo isso como um carioca, mas eu acho que a Bahia dita os ritmos vanguardistas da cultura no Brasil”, elogiou o maestro.

O regente concluiu apontando que o ecossistema da música clássica precisa se reinventar e que o palco do novo TCA servirá de laboratório para projetos inovadores.

“A OSBA hoje é isso: é uma orquestra que aponta novas soluções, ela é um farol de orquestras para o futuro. Orquestras do exterior têm observado o nosso trabalho e visto que a gente precisa renovar o ecossistema da música de concerto, música clássica, como eu quero chamar. Então, eu acho que o Teatro Castro Alves veio no melhor momento para a gente fazer coisas muito lindas aqui dentro”, finalizou Carlos Prazeres.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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