Publicado em 27/05/2020 às 08h00. Atualizado em 27/05/2020 às 12h19.

Roberto Jefferson, Luciano Hang e ativistas bolsonaristas são alvos de operação da PF

Mandados de busca e apreensão fazem parte do chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF

Redação
Foto: EBC/Arquivo/Divulgação/Havan/Montagem bahia.ba
Foto: EBC/Arquivo/Divulgação/Havan/Montagem bahia.ba

 

A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (27) no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-deputado Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, assessores do deputado estadual paulista Douglas Garcia (PSL) e ativistas bolsonaristas estão entre os alvos.

O principal foco da operação é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades, além de quatro possíveis financiadores dessa equipe.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso,  Paraná e Santa Catarina.

O inquérito criminal para apurar “notícias fraudulentas”, ofensas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares” foi aberto em março de 2019, pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Toffoli nomeou Moraes como instrutor do processo.

A abertura de inquérito “de ofício” e a ausência de sorteio do relator, escolhido por Toffoli, geraram críticas no Ministério Público Federal e no meio jurídico – dez ações foram apresentadas ao Supremo contra o inquérito e aguardam julgamento.

O Supremo diz que o regimento da Corte permite a abertura de investigações para apurar crimes cometidos dentro da instituição – no caso, os ministros são a instituição em qualquer lugar que estejam, defende o STF. E diz que o regimento permite a designação de juiz para conduzir a apuração.

O inquérito deveria ter terminado em janeiro de 2020, mas foi prorrogado por seis meses.

(Com informações do portal G1 e do jornal Folha de S. Paulo)