Publicado em 18/10/2021 às 18h54.

Governo federal vê possível greve dos caminhoneiros como ameaça vazia

Segundo as entidades, sinalizações positivas são necessárias para evitar paralisação nacional a partir de 1º de novembro

Redação
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

 

Apesar de mais uma ameaça de greve dos caminhoneiros por líderes de entidades do setor, o governo federal minimiza a mobilização. Segundo o Estadão, o governo federal vê a mobilização como ameaças feitas antes – e que mais uma vez não devem ser cumpridas. De acordo com uma fonte, desde 2018 já foram 16 tentativas de paralisação malsucedidas, sendo quatro delas neste ano.

A reportagem apurou ainda que a mudança do preço dos combustíveis, a partir de uma “canetada”, também não é uma possibilidade. Oficialmente, porém, o governo não comentou o assunto.

Unidas

O documento com reivindicações a ser entregue ao governo será assinado pela Abrava, pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). Conforme as entidades, é a primeira vez desde 2018 que as três associações atuam juntas em um mesmo movimento.

Na pauta de reivindicações dos caminhoneiros, estão itens como o cumprimento do valor mínimo do frete rodoviário, a aposentadoria especial para a categoria (aos 25 anos de trabalho) e a mudança na política de preços da Petrobras para combustíveis para reduzir a flutuação do diesel. Segundo as entidades, sinalizações positivas são necessárias para evitar paralisação nacional a partir de 1º de novembro.

“A nossa pauta é a mesma desde os atos de 1º de fevereiro. Não é um assunto novo para o governo nem para o STF ou para o Legislativo, que conhecem nossas demandas. Agora, ou o governo senta com a categoria para fazer um trabalho, chama as partes envolvidas ou paramos o País”, afirmou o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer.

Rompimento?

Questionados sobre um rompimento com o governo Bolsonaro, os representantes descartam uma ruptura formal e dizem que o movimento é apartidário, apesar da forte presença da categoria na mobilização convocada no dia 7 de Setembro pelo presidente. “O movimento não é contra ou a favor desta gestão. Há muitos caminhoneiros que acreditam no governo Bolsonaro. Outros não concordam com a gestão”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, um dos organizadores do movimento.

 



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