Ireuda Silva cobra ampliação de mulheres negras em espaços de decisão

    A vereadora destacou ainda que ampliar a representatividade é uma medida necessária para fortalecer a democracia

    Foto: Assessoria/Ireuda Silva
    Foto: Assessoria/Ireuda Silva

    A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice-presidente da Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador, voltou a defender a ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de poder e decisão do país.

    Segundo a edil, a desigualdade racial e de gênero ainda é uma realidade estrutural no Brasil, o que reforça a necessidade de instituições estratégicas, como o Supremo Tribunal Federal, refletirem a diversidade da população brasileira.

    De acordo com Ireuda Silva, apesar de representarem uma parcela significativa da sociedade, as mulheres negras continuam sub-representadas em cargos de liderança, no Judiciário, na política e em funções de destaque da administração pública.

    “As mulheres negras sustentam este país com trabalho, inteligência e resistência, mas ainda enfrentam enormes barreiras quando o assunto é acesso aos espaços de decisão. Precisamos romper esse ciclo histórico de exclusão”, afirmou.

    A vereadora destacou ainda que ampliar a representatividade é uma medida necessária para fortalecer a democracia e garantir decisões mais conectadas à realidade da população.

    “Quando mulheres negras ocupam lugares de poder, elas levam novas perspectivas, experiências e vivências que contribuem para decisões mais justas e conectadas com a realidade do povo brasileiro. Isso vale para a política, para as universidades, para as empresas e também para instituições como o STF”, pontuou.

    Ireuda também defendeu que o enfrentamento ao racismo estrutural passa pela criação de oportunidades e pela participação efetiva da população negra nos espaços de poder.

    “Não podemos aceitar que os espaços mais importantes do país continuem sendo ocupados majoritariamente pelos mesmos perfis de sempre. O Brasil é diverso, e essa diversidade precisa estar representada nas instituições”, declarou.