Publicado em 06/06/2016 às 06h50.

Padilha: ‘Quem estiver na Lava Jato vai ter que entregar o cargo’

Eliseu disse que se aparecer alguém do governo envolvido na força tarefa da Polícia Federal, já se sabe qual a posição do presidente

Redação
Foto: Isaac Amorim/MJ
Foto: Isaac Amorim/MJ

 

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, falou sobre a Operação Lava Jato, que pode comprometer outros integrantes do primeiro escalão do governo Temer – como é o caso de Henrique Eduardo Alves (Turismo), que foi citado pelo procurador-geral da República. Segundo ele, a investigação não vai desestabilizar o Planalto e quem for envolvido terá de entregar o cargo.

“Quando o presidente Michel Temer foi formar o ministério, perguntou aos candidatos: “Você foi mencionado, citado na Lava Jato? Em relação a isso, avalia que há algo mais ou não?. Os que foram consultados disseram que não. Ao que o presidente disse, ‘pois bem, se algo acontecer, mostrando que não é bem assim, peço que vocês pensem imediatamente em pedir exoneração, caso contrário terei de fazê-lo’. Esse assunto está fechado da parte dele”, afirmou.

Eliseu disse que se aparecer alguém do governo envolvido na força tarefa da Polícia Federal, já se sabe qual a posição do presidente. “É que a pessoa deixe a equipe. Portanto, [o governo] não será atingido diretamente de nenhuma forma, fica preservado”, disse.

De acordo com Eliseu, na tentativa de melhorar a confiança na economia antes da votação final do impeachment, o presidente interino, Michel Temer, pretende lançar um pacote de “medidas de impacto”, no curto prazo, para geração de emprego e retomada do crescimento.

Ele disse que o governo também estuda melhorar o ambiente para atrair investimentos do setor privado. Entre as ideias estão a revisão das regras para exploração do pré-sal e a total abertura das empresas aéreas para grupos estrangeiros. A possível liberação da compra de terras por estrangeiros também está no radar.

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