Publicado em 29/04/2021 às 18h06.

Pedido contra Alden só deve chegar ao Conselho de Ética na segunda semana de maio, diz presidente

"Tem um sentimento da casa que tem que ter alguma punição", diz Marquinho Viana

Anderson Ramos
Foto: Divulgação / PSB
Foto: Divulgação / PSB

 

O presidente do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia, Marquinho Viana (PSB), acredita que seja necessária alguma punição para o deputado estadual Capitão Alden (PSL) após o parlamentar acusar a bancada de oposição da Casa de receber R$ 1,6 milhão da Prefeitura de Salvador.

“Tem um sentimento da casa que tem que ter alguma punição. Não podemos falar o que não devemos. A imunidade não dá o direito de falar o que não tem prova”, comentou o socialista ao bahia.ba. “Não posso chegar no plenário ou na rede social e falar de coisas que não posso provar. Aí dá o direito do acusado de entrar na justiça ou na Casa pedindo a quebra do decoro do parlamentar”, completou.

Viana explicou que a cassação seria a punição mais severa a ser aplicada contra Alden. Além delas, os plenário também pode escolher por uma advertência simples, censura verbal ou escrita, suspensão de prerrogativas regimentais e suspensão temporária do exercício do mandato.

O pedido contra o bolsonarista foi protocolado pela oposição nesta quarta-feira (28), mas ainda não chegou na Conselho de Ética. Como as reuniões dos membros acontecem somente às quartas-feiras, Viana acredita que o texto só deva chegar na segunda semana de maio. “Falta trazer os trâmites legais. Acredito que a Comissão de Ética só possa se reunir na outra semana (12), porque a mesa diretoria vai ter que estar ciente e não sei se vão conseguir emitir algum parecer até a próxima quarta (5)”.

 

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