PF prende secretário de Transportes de SP por supostas fraudes em contratos na saúde
Desdobramento da Lava Jato, operação visa cumprir seis mandados de prisão e onze de busca e apreensão em quatro estados

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (6) o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (PP).
Ele foi um dos alvos dos seis mandados de prisão temporária expedidos pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz Marcelo Bretas. A ação mira a contratações irregulares para serviços públicos, especialmente na área da saúde, no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), Baldy é um dos investigados por um “esquema que apura pagamento de vantagens indevidas a organização criminosa que negociava e intermediava contratos em diversas áreas”
A operação, batizada de Dardanários, é um desdobramento de investigações da Operação Lava Jato do Rio.
Detido em São Paulo, Baldy é secretário da gestão do governador João Doria (PSDB) desde o início do ano passado. Ele também foi ministro das Cidades durante o governo de Michel Temer (MDB) e deputado federal por Goiás.
O esquema
A operação foi baseada em uma colaboração premiada de ex-diretores da Organização Social Pró-Saúde, que apontaram o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos que pudessem interceder em favor da organização. São investigados pagamentos do contrato de gestão do Hurso (Hospital de Urgência da Região Sudoeste), em Goiânia, que foi administrado pela Pró-Saúde entre 2010 e 2017.
Para possibilitar o pagamento de valores não contabilizados, os gestores da OS à época instituíram esquema de geração de “caixa 2” na sede da Pró-Saúde, com o superfaturamento de contratos, custeados, em grande parte, pelos repasses feitos pelo Estado do Rio de Janeiro, os quais constituíam cerca de 50% do faturamento nacional da organização social (que saltou de aproximadamente R$ 750 milhões em 2013, passando por R$ 1 bilhão em 2014 e chegando a R$ 1,5 bilhão em 2015).
“Com o sucesso da empreitada criminosa, os agentes prosseguiram intermediando os interesses dos ex-diretores da Pró-Saúde na obtenção de contratos de sua empresa recém-criada com outros órgãos da administração pública, mediante o pagamento de um percentual a título de vantagens indevidas”, diz o MPF.
Segundo a Procuradoria, os investigadores identificaram a existência de um esquema de direcionamento de contratos da Juceg (Junta Comercial do Estado de Goiás) e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), através da fundação de apoio Fiotec
“Nestes casos, os empresários colaboradores narraram que obtiveram êxito na contratação de serviços de sua empresa [Pró-Saúde] em razão do comando ou da influência que os investigados exerciam nos órgãos, e, em troca, pagaram altas quantias de dinheiro em espécie ou até mesmo através de depósitos bancários”, segundo o MPF.
No Rio de Janeiro, a Pró-Saúde passou a atuar na administração de hospitais estaduais entre o final de 2012 e o início de 2013. Na ocasião, eles participaram em um esquema envolvendo o então governador fluminense Sérgio Cabral (MDB) e o secretário de Saúde do estado na época, Sérgio Côrtes. A propina era equivalente a 10% dos contratos da Pró-Saúde e entregue “aos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita, que controlavam todo o esquema”, diz o MPF.
(Com informações da Agência Brasil e do portal UOL)
Mais notícias
-
Política11h31 de 24/04/2026
Deputado baiano desponta como um dos favoritos para relatoria do fim da escala 6×1 na Câmara
Hugo Motta define nome em reunião com Lula até segunda (27)
-
Política11h31 de 24/04/2026
Jerônimo promove mudanças na SEAP em meio à crise com MDB; confira
Alterações na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização foram publicadas no Diário Oficial desta sexta (24)
-
Política10h36 de 24/04/2026
Médicos explicam estado de Lula após procedimentos
Apesar da recuperação rápida, médicos pedem cautela na agenda
-
Política10h29 de 24/04/2026
Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta (24)
Benefício extra começa a ser pago para quem ganha um salário mínimo
-
Política08h18 de 24/04/2026
Lula é submetido a procedimentos médicos nesta sexta (24)
Tratamentos incluem remoção de queratose e infiltração no punho direito
-
Política07h44 de 24/04/2026
‘Simbiose estranha’: Reitor da UFBA acusa vice de ‘incoerência ética’
Gestão de Paulo Miguez critica uso de cargo para fins eleitorais; Penildon Silva filho aponta abuso de poder político
-
Política23h11 de 23/04/2026
‘PL da Bahia é um Centrão’, critica Alexandre Tchaca no Politiquestion
Tchaca criticou falso Bolsonarismo de deputados da ALBA
-
Política22h39 de 23/04/2026
Flávio Bolsonaro não tem força na Bahia, avalia Tchaca
Policial aponta força de Lula no Nordeste, que nãoo entende isso, pois a região "só piora"
-
Política21h53 de 23/04/2026
Alexandre Tchaca afirma que ‘narrativa foi criada para tornar Bolsonaro inelegível’
PM afirma que acusações contra Bolsonaro “não tem robustez, não tem indícios”
-
Política20h21 de 23/04/2026
Ex-deputado troca socos com estudante em universidade federal
Discussão política termina em briga e versões divergem










