Publicado em 07/07/2026 às 19h41.

Planalto acusa Flávio Bolsonaro de ‘traição à Pátria’ após audiência

O texto também sustenta que o senador não rebateu os argumentos utilizados pelo governo norte-americano

Luana Neiva
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

 

O governo federal endureceu o discurso contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua participação em uma audiência pública promovida pelo governo dos Estados Unidos para discutir as tarifas impostas a produtos brasileiros.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira (7), o Palácio do Planalto classificou a atuação do parlamentar como uma afronta aos interesses nacionais.

A manifestação do Executivo foi motivada pela presença de Flávio na audiência organizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela investigação comercial aberta contra o Brasil. Durante o encontro, o senador defendeu o adiamento da cobrança das tarifas previstas para entrar em vigor em 15 de julho.

Para o Planalto, a postura adotada pelo parlamentar destoou da dos demais brasileiros que participaram da audiência. Segundo o governo, dos 34 inscritos para falar no evento, Flávio foi o único que não se posicionou pela revogação das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

“Divergir do governo é legítimo, mas há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, afirma um trecho da nota. O comunicado também diz que a conduta do senador representa uma “traição à Pátria”.

Ainda de acordo com a Presidência, Flávio preferiu defender apenas o adiamento das tarifas, em vez de contestar sua aplicação, atitude que o governo atribui a um “claro objetivo eleitoreiro”.

O texto também sustenta que o senador não rebateu os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as sanções comerciais e afirma que ele tampouco negou que a atuação de sua família e de aliados políticos tenha contribuído para o atual cenário.

Ao final da nota, o Planalto reforça que mantém negociações com as autoridades dos Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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