Publicado em 17/07/2026 às 09h14.

Presidente da Câmara critica tarifa de 25% dos EUA sobre produtos do Brasil: ‘Agressão’

Hugo Motta afirma que medida norte-americana prejudica exportadores brasileiros e promete acompanhamento dos impactos

Daniel Serrano
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta sexta-feira (17) a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou a medida como uma forma de pressão política e afirmou que o Congresso Nacional defenderá os interesses do país.

A tarifa foi autorizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A decisão faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. 

A medida foi motivada por práticas adotadas pelo Brasil que, na avaliação do USTR, prejudicam a competitividade de empresas norte-americanas. Entre os pontos citados estão políticas relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, concessão de patentes, pirataria, mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.

Na publicação, Hugo Motta diz repudiar a decisão do governo norte-americano e defendeu o diálogo entre países, mas criticou o uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão.

“Manifesto meu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”, escreveu.

“Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira”, acrescenta. 

Motta garantiu ainda que a Câmara dos Deputados acompanhará os desdobramentos da decisão e atuará na defesa do setor produtivo nacional.

“A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros”, concluiu.

 

 

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Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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