Publicado em 27/09/2021 às 12h00.

Rui Costa aponta motivação política na questão dos precatórios federais

Gestor relatou que a Bahia é o maior credor individual da União e aceita negociar; 'Chama atenção esse empenho todo do presidente da república', frisou

Adriano Villela

 

Foto: Adriano Villela/bahia.ba
Foto: Adriano Villela/bahia.ba

O governador Rui Costa afirmou nesta segunda-feira (27) que identifica um viés político-partidário no debate dos precatórios federais – dinheiro que o poder público tem que desembolsar para pagar ações judiciais já transitada em jugado. Durante a solenidade em que entregou 49 viaturas à Polícia Militar, uma delas ao Bope, Rui informou que a Bahia é o maior credor individual de precatórios federais – cerca de R$ 12 bilhões.

“Chama atenção esse empenho todo do presidente da república em dá calote nos precatórios justamente quando o maior credor individual é o estado da bahia”, afirmou o governador baiano. O ministro da Economia, Paulo Guedes, costura um acordo no Congresso Nacional para parcelar os débitos previstos para 2022 (quase R$ 90 bilhões), fazendo acordos para quitar a liberação de recursos a partir de 2023.

De acordo com o governador, o estado não vê problemas em fechar um acordo. Essa orientação, inclusive, foi dada à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Até sugeriu o pagamento de metades dos valores em 2022 e o restante em 23.

Rui afirmou que “não se consegue executar esse volume (de recursos) em um ano só”, mas para negociar um parcelamento o governo federal deve fazer uma proposta. “Não pode tentar fazer gol de mão utilizando os deputados federais e os senadores para tirar o recurso do estado da Bahia”, comentou.

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