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Publicado em 17/02/2026 às 10h45.

Temer minimiza “sátira política” de Escola de Samba e defende “liberdade de expressão”

Ex-presidente Michel Temer foi alvo de críticas por parte da Acadêmicos de Niterói, em homenagem a Lula

Heber Araújo
Foto: Beto Barata/ PR

 

Um dos principais criticados durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou um samba enredo em homenagem ao presidente Lula (PT), o ex-presidente Michel Temer (MDB) reagiu ao ataque. Segundo o político, tratou-se de uma “sátira política” e que é “uma tradição de Carnaval”.

Temer ainda afirmou que a escola de samba tem a liberdade de expressão de fazer críticas e sátiras, e ressaltou que é um defensor dessa liberdade.

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida. Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

Durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, durante a passagem do carro abre-alas, Temer foi representado por um bailarino com uma máscara do político. Na cena, ele aparece arrancando a faixa presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff, que também foi retratada, na sequência passando a faixa para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o comunicado emitido pelo ex-presidente, ele criticou a política econômica adotada pelo presidente Lula e lembrou das conquistas que obteve após assumir o mandato como presidente, após o impeachment de Dilma. Ele ainda reagiu ao que chamou de “ilusionismo da Esplanada”.

“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”

Veja a nota na íntegra

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.

Olha o Brasil aí… gente!”

Veja o momento do desfile

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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