Fim da escala 6×1: governo Lula teme desgaste eleitoral com regra de transição

    Setor empresarial defende redução gradual da jornada de trabalho para evitar impactos financeiros

    Foto: Cláudio Kbene/PR

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preocupado com os possíveis efeitos políticos e eleitorais negativos com o período para a redução da jornada de trabalho. As informações são da coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles.

    De acordo com a publicação, membros do governo Lula apontam para um receio de que os trabalhadores se sintam enganados caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 seja aprovada com a regra de um período de transição. O principal temor é que a medida demore a ser sentida pela população.

    A PEC 6×1 que vem sendo negociada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a aplicação imediata da escala 5×2 e a redução gradual da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais. A primeira hora seria reduzida em até 90 dias após a promulgação da PEC e as outras três horas seriam reduzidas gradualmente até 2029, com corte de uma hora por ano.

    Membros do governo defendem que não haja um período de transição. No entanto, a medida é uma reivindicação do setor empresarial, que alega que a “implementação imediata da medida geraria custos adicionais”.