Publicado em 05/07/2026 às 17h50.

Wagner destaca força da base governista e vincula PGP às entregas da gestão petista

Declarações foram dadas durante a Plenária Territorial do Semiárido Nordeste II, em Ribeira do Pombal

Redação
Foto: Divulgação/JW

 

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou neste domingo (5), durante a Plenária Territorial do Semiárido Nordeste II, em Ribeira do Pombal, que as políticas públicas implementadas pelos governos petistas têm produzido transformações sociais concretas.

Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), do senador Otto Alencar (PSD), deputados e lideranças regionais, Wagner defendeu o modelo de escuta popular adotado pelo grupo político e reforçou o discurso de unidade da base governista.

Ao citar o depoimento de uma estudante de Medicina, filha de agricultor, o senador afirmou que histórias como essa demonstram os resultados das políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação. “Isso emociona a gente. Esse choro da política é o choro de quem gosta de gente”, declarou.

Durante o discurso, Wagner também ressaltou que a aliança formada por partidos da base na Bahia se sustenta na preservação da identidade de cada legenda e na relação de confiança entre seus integrantes. O parlamentar aproveitou para destacar a parceria com Otto Alencar.

“Nenhum de vocês, prefeito, vice-prefeito, vereador ou vereadora, precisou abrir mão do seu caráter ou envergar a coluna para estar aqui. Esse grupo respeita a identidade individual de cada um. Aqui, a gente faz uma rede de amigos. Otto não é só meu aliado político, virou um irmão”, afirmou.

Segundo o senador, a presença de diferentes partidos na plenária demonstra que a convergência do grupo está centrada nas demandas da população. Wagner afirmou que os encontros do Programa de Governo Participativo (PGP) têm como objetivo reunir propostas que servirão de base para o programa de governo da chapa governista em 2026.

“Ver aqui um time de oito partidos políticos, cada um com a sua característica, mas todos conseguindo conviver porque temos um bem maior: o bem do Brasil e da Bahia. Nós vamos ouvir a juventude que quer uma universidade, o prefeito que quer a BA-235, vamos ouvir cada demanda apresentada. Nós estamos colhendo as prioridades de vocês”, disse.

O ex-governador explicou ainda que as contribuições colhidas nas plenárias territoriais serão sistematizadas para compor o programa de governo que será apresentado durante as convenções partidárias.

“Jerônimo vai mandar a equipe sintetizar tudo. São 27 reuniões em 27 territórios, hoje é a 17ª. Ao final, teremos a convenção para homologar as candidaturas e Jerônimo vai apresentar o seu novo programa de governo”, afirmou.

Como exemplo da efetividade do modelo de participação popular, Wagner citou investimentos na área da educação realizados na região após as plenárias promovidas em 2022.

“Vou explicar como funciona o PGP: em 2022, Jerônimo fez o programa dessa mesma forma. Novos colégios de tempo integral foram feitos no mandato dele em Nova Soure, Euclides da Cunha, Antas, Fátima, Cipó e Sítio do Quinto. Sabe de onde saiu isso? Do PGP de 2022. Foram vocês que pediram e deram a prioridade. Ele colocou no programa de governo e realizou”, declarou.

Na parte final do discurso, o senador abordou o cenário econômico internacional e defendeu a postura do governo federal diante das barreiras comerciais impostas ao Brasil. Wagner afirmou que o país respondeu ampliando mercados para as exportações brasileiras e reforçou o discurso de defesa da soberania nacional.

“A balança comercial é favorável aos EUA. Qual o sentido de um tarifaço contra o Brasil se compramos mais deles do que vendemos? Isso é perseguição. Mas, como o presidente Lula não dobra a coluna e se respeita, ele chamou os empresários e abrimos 500 novos pontos de comércio. Apesar do tarifaço, o Brasil fechou 2025 com aumento de 12% nas suas exportações. O recado dado é simples: este país se respeita e Lula será reeleito”, concluiu.

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