Publicado em 07/01/2016 às 13h44.

Wagner diz estar tranquilo com denúncia e à disposição

Ministro disse repudiar vazamento de troca de mensagens interceptadas pela Operação Lava Jato, que apontam sua relação com a empreiteira OAS

Agência Estado

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse estar à disposição das autoridades e do Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre a troca de mensagens interceptadas pela Operação Lava Jato que apontam sua relação com a empreiteira OAS. Nesta quinta-feira (7), o jornal O Estado de S. Paulo revelou que mensagens de celular obtidas pelos investigadores mostram conversas diretas entre o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, e Wagner, bem como menções ao nome do ex-governador da Bahia em diálogos entre executivos da empresa.

Em nota encaminhada à reportagem no início da tarde, Wagner disse estar “absolutamente tranquilo” quanto à sua “atividade política institucional, exclusivamente baseada na defesa dos interesses do Estado da Bahia e do Brasil”. A assessoria do ministro foi contatada no fim da tarde de quarta (6), para manifestações sobre a matéria.

Além de se declarar à disposição das autoridades competentes pela investigação, o ministro Jaques Wagner afirmou que “repudia” vazamentos de informações. Os diálogos com o empreiteiro da OAS obtidos pela reportagem são mantidos em sigilo pela Justiça. “Manifesto meu repúdio à reiterada prática de vazamentos de informações preliminares e inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações e do devido processo legal”, escreveu o ministro.