Publicado em 05/12/2016 às 14h27.

Em busca da ‘Bandeira Azul’, prefeitura vai requalificar Stella Maris

Orla tem cerca de cinco quilômetros de extensão. As obras vão custar R$ 38 milhões

Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

A praia de Stella Maris é uma das localidades de Salvador com potencial para receber o selo Bandeira Azul – recentemente concedido à Ponta de Nossa Senhora do Guadalupe, na Ilha dos Frades, que pertence à capital baiana. Uma das ações da prefeitura para viabilizar essa certificação será a requalificação completa da orla, que tem cerca de cinco quilômetros de extensão. As obras vão custar R$ 38 milhões.

O início das obras está previsto para 2017. De acordo com informações da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), responsável pelo projeto, a reforma envolve áreas verdes e urbanas, além de 261 metros quadrados de espaços construídos.

A Bandeira Azul é uma certificação internacional concedida pela organização não-governamental “Foundation for Environmental Education (FEE)” a praias e marinas ao redor do mundo que cumprem normas relativas à qualidade ambiental, bem-estar, segurança e infraestrutura, a partir de critérios vinculados a temas como Educação e Informação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental; e Segurança e Serviços.

Sobre os critérios estabelecidos para garantir a certificação, o secretário de Cidade Sustentável (Secis), André Fraga, acredita que a praia vai estar dentro dos padrões. “Em relação ao critério da balneabilidade, estamos tranquilos. Já contratamos uma empresa para fazer um estudo sobre isso, como é exigido pela Bandeira Azul. Com a requalificação, e dialogando com a comunidade e com os comerciantes informais para construirmos uma gestão comunitária da praia, respeitando o meio ambiente, acho que num prazo médio de dois anos podemos avançar para mais essa certificação”, afirmou.

Os próximos passos do processo de requalificação passam pela assinatura de contrato de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), o que deve ocorrer no início de 2017. “Nossa expectativa é que, a partir daí e em no máximo três meses, ocorra a licitação dos recursos. Como se trata de um espaço que ainda mantém muitas áreas de restinga preservadas, vamos reforçar as condições destes locais, ampliando a vegetação, por meio de replantio. Todo o processo está ocorrendo com anuência da comunidade”, completou a presidente da Fundação Mário Leal, Tânia Scofield.

Na nova orla, de acordo com a prefeitura, serão, ao todo, 24 quiosques para comercialização de alimentos e bebidas, como acarajé, coco e comidas típicas. Além disso, em toda a extensão serão erguidas 10 quadras esportivas, um estacionamento com acesso à praia, ciclovia, pergolado, paisagismo, espaços para ioga e meditação, deck e mirante para observação do mar e prática de exercícios, parques infantis, área para piquenique, trilhas, horto, pista de patins e elementos de acessibilidade.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.