Publicado em 07/11/2019 às 19h00.

OAB-BA convoca audiência pública para debater vazamento de petróleo no Nordeste

O evento, gratuito e aberto ao público, será realizado na segunda-feira (11), a partir das 15h, na sede do órgão

Redação
Foto: Marcus Murillo/bahia.ba
Foto: Marcus Murillo/bahia.ba

 

Após atingir mais de 220 localidades em 80 municípios de nove estados, o vazamento de petróleo cru no litoral nordestino será tema de audiência pública que será realizada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) da Bahia na próxima segunda-feira (11). O evento é gratuito e aberto ao público.

No encontro, serão discutidos os reflexos do desastres com impactos ambientais, humanos e econômicos provocados pelo derramamento, bem como apresentado possíveis alternativas viáveis.

Intitulada de “Os reflexos do derramamento de óleo na costa da Bahia”, a audiência será realizada a partir das 15h, na sede da OAB-BA, situada na Rua Portão da Piedade. Participam do encontro autoridades e especialistas da área, além de representantes do trade de turismo e pescadores/marisqueiras.

Segundo o organizador do evento e vice-presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da seccional, Maurício Campos, mais que procurar os culpados, a audiência buscará soluções.

“Claro que os responsáveis precisam ser encontrados e responsabilizados, mas o objetivo principal do evento é unir esforços para encontrar soluções que aliviem os impactos deste grave desastre ambiental”, explicou.

Para o presidente da OAB-BA, Fabrício Castro, a audiência reforça o compromisso da seccional em defesa da sociedade. “Protagonista de importantes causas ao longo de sua história, a OAB da Bahia, mais uma vez, dará sua contribuição à sociedade e empreenderá os esforços necessários para solução que preserve o meio ambiente e as praias nordestinas”, disse.

A secretária da Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB e conselheira da OAB-BA, Roberta Casali, afirmou que a audiência será uma grande oportunidade para que “a comunidade tome conhecimento do maior desastre ambiental ocorrido na costa brasileira e compreenda os riscos à saúde, à biodiversidade e impactos sociais dele decorrentes”. “Será assegurada a voz de todos que queiram contribuir ou mesmo registrar suas preocupações”, concluiu.

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