Publicado em 15/05/2026 às 15h32.

Prefeitura instala boias no Porto da Barra para restringir embarcações

Objetivo é ampliar a segurança de banhistas e ordenar a circulação de embarcações na região

Redação
Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS

 

A Prefeitura de Salvador avança na implantação de um sistema de sinalização náutica no Porto da Barra, um dos principais cartões-postais da capital baiana, com o objetivo de ampliar a segurança de banhistas e ordenar a circulação de embarcações na região.

O projeto prevê a instalação de uma linha de boias marítimas entre 80 e 100 metros da faixa de areia, delimitando uma área exclusiva para banho. Dentro do perímetro, ficará proibida a circulação de lanchas, motos aquáticas e outras embarcações motorizadas.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal do Mar, enquanto o processo licitatório foi conduzido pela Secretaria Municipal de Gestão. Segundo a gestão municipal, o pregão eletrônico já foi homologado e a próxima etapa será a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação, sediada em São Paulo.

Titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto afirmou que a medida busca criar um ambiente de convivência mais seguro entre banhistas e embarcações.

“Estamos falando de uma das praias mais emblemáticas e frequentadas da cidade, que recebe diariamente moradores, turistas, esportistas e embarcações. Nosso objetivo é justamente garantir que todos possam aproveitar esse espaço com mais segurança, responsabilidade e respeito ao mar. Essa é uma medida já consolidada em grandes cidades costeiras do mundo e que agora passa a integrar a estratégia de ordenamento náutico e proteção aos banhistas em Salvador.”

A proposta surge após episódios recentes envolvendo embarcações em áreas destinadas ao banho em praias como Boa Viagem, Ribeira e o próprio Porto da Barra. A prefeitura afirma que o local foi escolhido para receber o projeto-piloto devido ao intenso fluxo turístico, especialmente durante o verão.

Além das boias, o plano prevê a instalação de poitas em concreto armado e barreiras marítimas, com apoio de balsas para a execução das operações no mar. O cronograma inicial estima 20 dias para o fornecimento dos materiais e outros 30 dias para a implantação do sistema, após a assinatura do contrato.

O empresário Alexandre Jatobá, que atua no setor náutico e pilota jet ski há 12 anos, avaliou que a medida pode contribuir para reduzir acidentes e melhorar a organização da faixa marítima.

“Desde a criação do Comitê Náutico da cidade, Salvador vem se destacando neste setor e ganhou mais notoriedade com a Semar. É fundamental essa delimitação de uma área com segurança para os banhistas. Trata-se de um modelo já adotado em diversos países e irá contribuir para o ordenamento da área do Porto da Barra, evitando acidentes”.

Jatobá afirmou ainda que percebe crescimento no número de embarcações na cidade e defendeu que o novo modelo estimule uma convivência mais organizada entre usuários do mar.

“Acredito que, com o projeto, as pessoas terão mais respeito umas com as outras. Inclusive, já temos essa experiência com o balizamento realizado na Ilha dos Frades pela Fundação Baía Viva e que, além de dar segurança aos banhistas, contribuiu para que o local conseguisse receber o Selo Internacional da Bandeira Azul”, completou.

O projeto também prevê a requalificação da rampa ao lado do Forte de Santa Maria, onde o acesso continuará liberado para pequenas embarcações, canoas e praticantes de esportes náuticos.

Outra frente da iniciativa envolve a instalação de câmeras de monitoramento marítimo em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. As imagens serão compartilhadas com a Capitania dos Portos e com a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental para reforçar a fiscalização.

Segundo a prefeitura, a medida também deve auxiliar na preservação do Parque Marinho da Barra, unidade de conservação marinha municipal que abriga biodiversidade costeira e naufrágios históricos tombados como sítios arqueológicos nacionais.

Após a conclusão do projeto-piloto, a administração municipal pretende estudar a expansão do modelo para outras praias de Salvador.

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