Publicado em 16/03/2021 às 10h42.

Prefeitura usa último recurso de prorrogação e mantém intervenção na CSN

Intervenção na empresa de ônibus será prorrogada por mais 90 dias e vale até junho deste ano; relatório ainda está em andamento

Rayllanna Lima
Foto: Reprodução/Zoom
Foto: Reprodução/Zoom

 

Com relatório que apura falência ainda em andamento, a Prefeitura de Salvador decidiu usar o último recurso de prorrogação e continuar por mais três meses com a intervenção na CSN (Concessionária Salvador Norte), empresa que administra ônibus de 127 linhas do sistema de transporte coletivo da capital baiana entre a Estação Mussurunga e a orla.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo prefeito Bruno Reis (DEM). “É a última prorrogação que pode ser realizada da intervenção, que foi iniciada em 16 de junho de 2020. Tem data limite máxima de um ano. Está sendo prorrogada amanhã [quarta-feira, 17]. No máximo em três meses precisamos ter uma solução”, disse.

De acordo com ele, a gestão municipal já colocou cerca de R$ 120 milhões no transporte coletivo da cidade. “Esse dinheiro dava para construir outro centro de convenções, um novo hospital municipal. E não resolve o problema. É no transporte público do Brasil todos. Todas a capitais estão em situação pior do que a nossa, e não tem nenhuma colocando dinheiro como estamos. Precisa de solução urgente”, afirmou.

Duas soluções foram apresentadas: ou uma empresa privada assume o comando ou a Prefeitura terá que assumir a administração por completo. “A Prefeitura está em uma intervenção, e não tem no Brasil ninguém que queira operar essa bacia. Não tem nenhuma empresa interessada em operar, porque é deficitário, dá prejuízo. Estou acabando de validar os caminhos para apresentar solução à cidade, para poder oferecer transporte publico melhor de de qualidade. Vai ter que assumir a gestão porque tem que ter transporta público”, explicou.

Ele não descartou, contudo, que novos problemas surjam com outras concessionárias que atuam na cidade e já relataram dificuldade em pagar seus funcionários por conta dos prejuízos provocados pela pandemia de Covid-19. “Há risco desse problema que hoje está restrito a uma bacia ser um problema de toda a cidade”, disse, acrescentando períodos de greve que ocorreram em outras regiões: “Teresina, 35 dias sem ônibus. Recife foram dez. João Pessoa, Goiânia, Porto Alegre. É geral, do Brasil todo. Talvez só Belo Horizonte esteja longe disso, mas tem uma tarifa de R$ 6. Aqui a gente tem condições de praticar esse preço? Não”.

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