Publicado em 29/03/2017 às 10h40.

Preocupado com febre amarela, Neto diz que vacinação começa por Brotas

Macaco foi encontrado morto com a doença no Vale do Matatu; prefeito afirma que Salvador já tem 400 mil doses garantidas e que corre atrás de mais um milhão e meio

Rebeca Bastos
Foto: Max Haack/ Secom PMS
Foto: Max Haack/ Secom PMS

 

O prefeito de Salvador exprimiu a sua preocupação diante do fato de Salvador ter entrado na rota de combate ao surto de febre amarela no Brasil. A confirmação de um macaco morto pela enfermidade acendeu o sinal vermelho e fez com que as autoridades de saúde locais decidissem por iniciar uma campanha de vacinação imediatamente na cidade.

“Estou acompanhando isso atentamente. Estamos muito preocupados com essa situação. Eu já pedi uma ligação hoje cedo com o ministro da Saúde [Ricardo Barros], que estava em uma solenidade, mas ficou de retornar. Nós calculamos que vai ser necessário uma quantidade de quase 2 milhões de vacinas, o que é uma quantidade muito significativa. Hoje há a disposição entre as doses do governo do Estado e da prefeitura algo em torno de 400 mil. Então vamos ter que reforçar aí algo em torno de mais um milhão e meio de vacinas pelo Ministério da Saúde”, estimou.

A campanha de vacinação vai começar pelo distrito sanitário de Brotas, uma vez que o corpo do animal foi encontrado no Vale do Matatu. “Vamos montar uma força-tarefa, um esquema de operação especial com diversas secretarias e diversos órgãos para garantir a vacinação para toda a cidade. A grande questão agora é conseguirmos as vacinas, o que depende do governo federal”, esclareceu.

Durante o descerramento da placa alusiva aos 200 anos da Revolução Republicana, ato que integra as comemorações do aniversário de Salvador, que completa 468 anos nesta quarta-feira (29), o prefeito disse que a situação tem que ser tratada com todo o cuidado para que não haja alarde acima do necessário, mas reforçou ser “importante, sim, alertar a população em torno do assunto”.

Ainda conforme Neto, desde o começo da semana, quando a suspeita de infecção do macaco foi levantada, o secretário da Saúde Municipal (SMS), José Antônio mantém contato com as autoridades de Brasília para garantir o volume de doses. O democrata ainda reforçou que a sua preocupação se deve ao fato de a doença se alastrar ao mesmo tempo em grandes estados da federação como Rio de Janeiro e São Paulo.

Macacos – Esse é o primeiro caso de morte de um macaco por febre amarela registrado na capital baiana. Até o momento, apenas a cidade de Alagoinhas, no nordeste do estado, teve o mesmo diagnóstico, com o óbito de oito primatas na zona rural do município. Conforme o último boletim do Ministério da Saúde, ainda não há nenhum caso de infecção em humanos no estado da Bahia.

Entre os alertas emitidos por causa do registro de símios mortos pela enfermidade, a Secretaria de Saúde Bahia (Sesab) pediu que a população não mate os animais, pois eles são o primeiro sinal de alerta da presença da doença em um território e a sua preservação faz parte das estratégias de combate à expansão da febre amarela.

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