Publicado em 10/04/2017 às 08h45.

Sem chuvas nas barragens, Salvador pode passar por racionamento em breve

Embasa realiza obras de emergência, mas falta de chuva prejudica nível de armazenamento; principal barragem da RMS está com menos de 23% de volume útil

Redação
Barragem de Pedra do Cavelo. Foto: Forte no Recôncavo
Barragem de Pedra do Cavalo. Foto: Forte no Recôncavo

 

Salvador e Região Metropolitana (RMS) estão sob risco iminente de passar por um racionamento de água nas próximas semanas. Conforme adiantado pelo bahia.ba (veja aqui, aqui e aqui), as barragens que abastecem a região estão com o volume hídrico baixo e não foram atingidas pelas chuvas que caíram nos últimos dias. Segundo o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, para recarregar os mananciais que abastecem a capital e parte da RMS, “é preciso que chova na bacia do Recôncavo Norte, na região de Camaçari, Mata de São João e Dias D’Ávila”, declarou o gestor ao Correio desta segunda-feira (10).

Quando considerado o volume útil, calculado entre os níveis máximo e de captação da água, os reservatórios apresentam atualmente os seguintes porcentuais de armazenamento: Pedra do Cavalo (22,85%), Joanes I (68%), Joanes II (8,08%), Ipitanga I (20,09%), Ipitanga II (30,62%) e Santa Helena (10,65%).

Medidas – Como forma de enfrentamento da situação, a Embasa adquiriu equipamentos para fazer a reversão do Lago de Santa Helena para o Rio Jacumirim que abastece a barragem Joanes II para aumentar o volume de água armazenado. Foram investidos R$ 2,5 milhões no sistema de bombeamento.

A empresa também faz a perfuração progressiva de 14 poços em uma área próxima à Estação de Tratamento de Água (ETA) do município de Candeias e abriu um edital e licitação da obra da primeira etapa da ampliação da captação na barragem de Santa Helena, com recursos orçados em R$ 168 milhões. A medida pretende implantar uma adutora de água bruta com extensão de 10,7 km, em paralelo às duas adutoras já existentes.

Desperdício – Ao portal, o secretário municipal de Cidade Sustentável de Salvador, André Fraga (PV) também responsabilizou a Embasa pelo risco do racionamento. “Tem que perguntar [à Embasa] o que foi feito do ponto de vista estrutural para que não chegasse a esse ponto. Não acho que seja lógico ter mais de 40% de desperdício na distribuição de água em Salvador. Tem que perguntar para a Embasa, porque se não tivesse esse desperdício de 40% não teria necessidade de racionar a água”, criticou.

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