Publicado em 15/08/2026 às 19h30.

Anvisa proíbe produtos que usam nome Mounjaro; entenda

Agência determinou apreensão e proibiu venda, fabricação, propaganda e uso dos produtos

Marcos Flávio Nascimento
A tirzepatida é o princípio ativo do medicamento Mounjaro (Foto: reprodução/g1)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização de uma série de produtos vendidos como medicamentos no Brasil. Entre eles estão itens que utilizam o nome Mounjaro, medicamento que ganhou popularidade pelo uso no tratamento do diabetes tipo 2 e pela associação ao emagrecimento.

A medida consta na Resolução RE nº 3.161, de 12 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (14). A decisão alcança todos os lotes dos produtos citados pela agência.

Entre os itens proibidos estão Milagroso Ervas Mounjaro Turbo, Milagroso Ervas Mounjaro 3X Turbo, Milagroso Ervas Mounjaro Rosa e Milagroso Ervas Mounjaro. A lista inclui ainda Mounfor X Emagrecedor, Milagroso Ervas Black, Detox, Cápsula Azul, Vermelho e Milagroso Ervas.

Segundo a Anvisa, foi comprovada a divulgação, oferta e comercialização desses produtos sem registro, notificação ou cadastro junto à agência. O fabricante também é desconhecido.

Produtos estão proibidos em todo o país

Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes.

A determinação não se restringe ao fabricante. Segundo a resolução, as medidas também se aplicam a qualquer pessoa física ou jurídica e a veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos.

A agência fundamentou a decisão na Lei nº 6.360/1976, que estabelece regras para a vigilância sanitária de medicamentos e outros produtos sujeitos ao controle sanitário.

Chá Sarapião também foi proibido pela Anvisa

Na mesma resolução, a agência determinou a apreensão de todos os lotes do Chá Sarapião, fabricado pela Natural Ervas Produtos Naturais Ltda., também identificada no documento como Farmagon.

Apesar do nome sugerir um chá convencional, o produto é enquadrado na resolução como medicamento. Conforme a Anvisa, o Chá Sarapião estava sendo comercializado sem registro, notificação ou cadastro.

A agência também informou que a empresa responsável não possui Autorização de Funcionamento para fabricação de medicamentos.

Com a decisão, ficam proibidas a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e utilização de qualquer lote do Chá Sarapião. A medida entrou em vigor na sexta-feira (14), data em que a resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba.

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