Publicado em 13/03/2016 às 08h00.

Dia Internacional da Felicidade

Comemorada a 20 de março, a data foi instituída muito recentemente, em 2012, e é um marco no calendário da humanidade

Adriana Prado
felicidade
Imagem ilustrativa (Foto: Site Consumo Colaborativo)

 

No próximo domingo (20), o mundo inteiro estará comemorando o 4º Dia Internacional da Felicidade. A data foi instituída muito recentemente, em 28 de junho de 2012, entretanto, esse novo marco no calendário da humanidade traz consigo uma longa história de mais de 40 anos.

O primeiro capítulo dessa história aconteceu em 1972, quando o Rei do “Butão”, um pequeno reino budista localizado nos Himalaias, adotou como estatística oficial a Felicidade Nacional Bruta (FNB) em vez do Produto Interno Bruto (PIB), índice que media o progresso humano desde 1930 apenas através da renda, em quase todos os países do mundo, e foi inventado em resposta à depressão econômica.

O mundo precisava de um novo paradigma econômico que reconhecesse a paridade dos três pilares do desenvolvimento sustentável: social, econômico e ambiental, pois, em conjunto, esses pilares definem a nossa felicidade global, como observou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, sobre a iniciativa do Butão, ao reconhecer a supremacia da felicidade sobre o rendimento nacional, no início dos anos 1970.

Somente em 2005, o Ocidente deu início às primeiras pesquisas sobre esse indicador, que trazia um conceito mais amplo e reconhecia que as medidas subjetivas relacionadas a felicidade e ao bem-estar das pessoas eram mais relevantes e importantes, do que medidas mais objetivas, como a economia e o consumo.

Em 2006, a New Economics Foundation na Inglaterra lançou o Happy Planet Index, um dos primeiros esforços para complementar a análise do PIB, introduzindo indicadores de saúde social e ambiental, para medir a prosperidade.

Em 2009, o Instituto Gallup nos Estados Unidos implementou a medição do bem-estar das pessoas através de uma média de seis subindicadores: satisfação com a vida, saúde emocional, ambiente de trabalho, saúde física, comportamentos saudáveis ​​e acesso às necessidades básicas.

Em 2011, a Assembleia Geral da ONU lançou o Relatório de Felicidade Mundial, aprovando uma resolução que reconheceu a felicidade como um “objetivo fundamental do ser humano” e pediu “uma abordagem mais inclusiva, equitativa e equilibrada para o crescimento econômico que promova a felicidade e o bem-estar de todos os povos”.

Foi em junho de 2012 que a ONU decretou o Dia Internacional da Felicidade, o qual passou a ser comemorado todos os anos no dia 20 de março, a partir de 2013, com o objetivo de convidar todos os países a celebrar adequadamente esse dia, através da realização de diversas atividades, reconhecendo a importância da felicidade e do bem-estar como aspirações universais dos seres humanos, bem como a importância da sua inclusão nas políticas públicas governamentais.

 

Em 2011, a Assembleia Geral da ONU

lançou o Relatório de Felicidade Mundial

 

O Dia Internacional da Felicidade define um novo marco histórico na busca da felicidade pela humanidade, a qual remonta ao tempo dos antigos sábios e filósofos como Bhudda, Sócrates, Confúcio, Aristóteles e Platão, e figuras religiosas como Jesus, Abraão, Moisés, e o profeta Maomé – os quais teorizaram sobre o propósito e o significado da vida, a definição de felicidade e como alcançá-la.

O primeiro Dia Internacional da Felicidade foi lançado e celebrado em 2013 com Ndaba Mandela, neto do falecido presidente da África do Sul Nelson Mandela e Chelsea Clinton, filha do presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e da senadora e candidata presidencial Hillary Clinton, na conferência TedXTeen em Nova york, NY.

O segundo, em 2014, foi promovido por Pharrell Williams e pela Fundação das Nações Unidas, com o primeiro vídeo de música 24 horas com pessoas de todo o mundo, usando a canção “Happy”. No ano pasado, foi comemorado o terceiro Dia Internacional da Felicidade, novamente promovido por Pharrell Williams e pela ONU, entre outras campanhas globais. Pharrell Williams fez um discurso na Assembleia Geral da ONU, onde proclamou “A felicidade é o seu direito de primogenitura” e pediu ação contra a mudança climática.

Assim, muitas organizações em todo o mundo decidiram organizar o “Dia da Felicidade”, incentivando pessoas e instituições a realizarem ações e oferecer diferentes atividades gratuitas que promovam o bem-estar e a felicidade, dentre elas: yoga, meditação, pilates, biodança, oficinas de reciclagem, caminhadas, corridas, passeios de bicicleta, exposições de fotografia, documentários, abraços, música, dança, oficinas de jardinagem urbana, culinária saudável, entre outras.

A HappinessDay.org é o site oficial do Dia Internacional da Felicidade. Fundada em 2012, em parceria com a ONU, tem como missão promover a felicidade no mundo como um direito humano fundamental e objetivo. Nesse sentido, coordena uma campanha contínua durante todo o ano, convidando todos os estados-membros e organizações internacionais das Nações Unidas, bem como da sociedade civil, a promover esse dia de forma adequada, através de atividades educativas e de conscientização pública.

E você, como pretende se engajar nesse movimento?

 

 

ADRIANA-PRADO-2Adriana Prado tem 25 anos de experiência em Recursos Humanos. Atualmente mora no México, é mestranda em Liderança Positiva e consultora da “The Edge Group”, empresa equatoriana pioneira em programas de crescimento pessoal e organizacional na América Latina, através da aplicação das descobertas da Psicologia Positiva, a Ciência da Felicidade.

Adriana Prado

Adriana Prado tem 25 anos de experiência em Recursos Humanos. Atualmente mora em São Paulo, é mestranda em Liderança Positiva e consultora da “The Edge Group”, empresa equatoriana pioneira em programas de crescimento pessoal e organizacional na América Latina, através da aplicação das descobertas da Psicologia Positiva, a Ciência da Felicidade.

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