Publicado em 13/06/2018 às 10h34.

Lúcio: pressão fez Neto afirmar que MDB contribuiu para desistência

Em entrevista à rádio Metrópole, o emedebista demonstrou compreender as cobranças sofridas pelo prefeito de Salvador vindas de aliados e comentou que a relação continua a mesma

Redação
Foto: Reprodução/ Youtube
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O parlamentar baiano, Lúcio Vieira Lima, afirmou na manhã desta quarta-feira à rádio Metrópole que a pressão sobre o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) pode ter contribuído para que o gestor atribuísse a desistência à corrida ao Palácio de Ondina ao escândalo dos R$ 51 milhões encontrados no apartamento vinculado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Em entrevista ao Estadão, no início de junho, o presidente nacional do Democratas relacionou o caso a uma “soma” de fatores: “É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade”.

Lúcio acredita que Neto tenha feito a declaração sob efeito dos desconfortos sofridos como presidente do partido, como uma resposta às cobranças dos aliados.

“Não alterou nada de minha relação com ele […] pode ter escapulido essa frase”, sentenciou.

Bruno Reis – Sobre a saída do vice-prefeito de Salvador do MDB, o deputado federal afirmou não se sentir traído, embora considere que o ex-correligionário tenha tomado a “decisão errada”: “eu não faria”.

Debandada – Em relação à saída em massa dos deputados estaduais da sigla, inclusive do então presidente estadual, Pedro Tavares, Lúcio considerou uma estratégia eleitoral.

“Ninguém saiu do MDB por outra razão que não seja matemática. Ninguém quer coligar com partido que tenha deputados. A saída de Neto [da chapa ao governo] tirou a expectativa de poder”, pontuou.

Transferência para o PHS – “Onde queriam que eu amarrasse meu burro? […] eu ia sair do MDB com recursos do fundo partidário, que tem quase três minutos de televisão, e iria para o PHS com quatro segundos de TV […] quem iria saber que eu era candidato?”, ironizou ao responder sobre especulação de possível manobra de ACM Neto para manter o MDB no grupo político.