PF apura crimes eleitorais em campanha para Prefeitura de SP

    Se confirmado, os investigados devem responder pelos crimes de falsidade ideológica na prestação de contas à Justiça Eleitoral e lavagem de dinheiro

    Foto: Leonardo Benassatto / Futura Press / Estadão Conteúdo

    A Polícia Federal deflagrou a Operação Cifra Oculta para apurar crimes eleitorais e lavagem de dinheiro relacionados à campanha de 2012 para a Prefeitura de São Paulo. Desde o início da manhã desta quinta-feira (1º), 30 agentes da PF cumprem nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Zona Eleitoral paulista, na capital e nas cidades de São Caetano e Praia Grande.

    A investigação é um desmembramento da Operação Lava Jato e começou em novembro de 2015 depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) separar a colaboração premiada de executivos da empresa UTC.

    O inquérito investiga o pagamento, pela empreiteira, de dívidas de uma das chapas da campanha de 2012 à administração municipal, referentes a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões. A gráfica pertencia a familiares de um ex-deputado estadual. Na prestação de contas, no entanto, apenas 252 mil foram declarados.

    Se confirmado, os investigados devem responder pelos crimes de falsidade ideológica na prestação de contas à Justiça Eleitoral e lavagem de dinheiro, com penas de até 10 anos de prisão e multa. Os nomes dos envolvidos e partidos apurados não foram divulgados pela força-tarefa.