MPF pede ao STJ prisão cautelar do empresário Eike Batista

    De acordo com a subprocuradora Luiza Frischeisen, em liberdade, o réu pode colocar em risco a ordem pública e a instrução criminal

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Se depender do Ministério Público Federal (MPF), a liberdade de Eike Batista está com os dias contados. Em recente manifestação, o órgão emitiu parecer contrário à concessão de habeas corpus ao empresário em processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a Procuradoria, favorável à manutenção da prisão cautelar, a medida é bem fundamentada “tendo em vista a notável influência do empresário na organização criminosa investigada.”

    No processo a que a subprocuradora-geral da República Luiza Frischeisen se refere, Eike responde por corrupção e lavagem de dinheiro em esquema liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). O empresário teve a prisão preventiva decretada em janeiro deste ano, pela 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, no curso da operação Eficiência. No final de abril, ele foi liberado para a prisão domiciliar, mediante liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).  O julgamento do mérito está pendente.

    A subprocuradora defende que o habeas corpus seja negado pelo STJ. Para ela, está “amplamente demonstrado o preenchimento dos requisitos para a prisão preventiva, tendo em vista a existência de indícios suficientes de autoria e robusta prova da materialidade dos crimes de corrupção ativa e de lavagem de capitais”.

    Ainda segundo o parecer, em liberdade, o “paciente” poderá colocar em risco a ordem pública e a instrução criminal, dando continuidade aos crimes praticados pela organização criminosa, especialmente quanto à ocultação dos bens e valores obtidos com a prática do crime de corrupção. Com informações da Agência Brasil.