Pesquisa do CNJ mostra que 40% das prisões são ruins ou péssimas

    Pesaram na análise fatores como infraestrutura para acomodação dos presos, lotação e serviços oferecidos

    Foto: Antonio Cruz/ABr

    Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que as condições ruins e péssimas atingem 40% das prisões do Brasil. Segundo a pesquisa, apenas 24 (0,9%) de 2.771 unidades de detenção foram classificadas excelentes.

    A maior parte (48,5%) dos presídios do país recebeu a classificação regular. Avaliações de péssimo (27,6%) e ruim (12,3%) vêm em seguida, enquanto um em cada dez é considerado em bom estado. Pesaram nesta análise fatores como infraestrutura para acomodação dos presos, lotação e serviços oferecidos, como assistência médica, jurídica, ensino e trabalho.

    Foto: Reprodução CNJ
    Foto: Reprodução CNJ

     

    As penitenciárias consideradas excelentes costumam alojar réus especiais. “No geral, elas recolhem presos provisórios especiais. A existência de prisão especial é uma perversidade do nosso desequilibrado sistema. Quando não são fisicamente melhores, ao menos não estão superlotadas”, diz Rogério Nascimento, conselheiro do CNJ que coordena o Grupo Especial de Monitoramento e Fiscalização (GEMF).