TSE: terceiro dia de julgamento deve ter rodada de votos; veja ao vivo

    Mérito da questão deve ser avaliado nesta quinta-feira

    Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

    O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma na manhã desta quinta-feira (8) o julgamento em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer. Após dois dias de sessões dedicadas à apresentação dos fatos julgados e às exposições dos advogados de defesa e acusação, bem como à análise de questões preliminares, a expectativa é de que os ministros passem finalmente a discutir o mérito da ação.

    O cronograma prevê que os debates sigam por todo o dia. Os trabalhos devem ser iniciados com a apreciação pelo plenário de dois pedidos das defesas que ainda estão pendentes, ambos já rejeitados pelo relator e agora à espera da apreciação dos outros ministros.

    O tempo da sessão de quarta-feira foi ocupado principalmente pela manifestação do relator da ação, Herman Benjamin, sobre três questões preliminares interpostas pelas defesas de Dilma Rousseff e de Michel Temer. Todas contestam a validade dos depoimentos de executivos da Odebrecht ao TSE.

    Das três questões preliminares trazidas a plenário na quarta, os ministros rejeitaram uma, na qual os advogados de Dilma e Temer argumentavam que trechos dos depoimentos de alguns executivos ao TSE não poderiam servir como provas, por terem sido vazados para a imprensa, e se tornaram ilegais. A decisão pela legalidade das provas foi unânime.

    O relator também rejeitou as outras duas preliminares, ao defender a validade dos depoimentos e provas da empreiteira Odebrecht juntados ao processo. Na sessão desta quinta-feira, os outros seis ministros do TSE devem se manifestar sobre as duas questões pendentes. Somente em seguida, deve começar a ser discutido o mérito da ação.

    Reeleita em 2014, a chapa Dilma-Temer é acusada de cometer abuso de poder político e econômico. Como a petista já deixou o poder depois de sofrer impeachment em 2016, se a chapa for cassada, o peemedebista pode deixar a Presidência. Com informações da Agência Brasil.

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