Reforma política elevaria para R$ 3 bilhões verba pública de campanha

    A esse valor seriam somados ainda pelo menos R$ 820 milhões do fundo partidário, hoje a principal fonte pública de financiamento dos partidos

    Foto: Rodolfo Stuckert/ Fotos Públicas

    Posta até pouco tempo como uma prioridade importante para superar os vícios da administração pública, a reforma política está deixada de lado e pode se resumir, na essência, a um ponto: a criação de um fundo público de campanha de pelo menos R$ 3 bilhões.

    Salvar Michel Temer (PMDB) e tocar as reformas previdenciárias e trabalhistas levam toda a energia dos congressistas aliados ao governo, por isso as pautas da reforma política estão estacionadas e a parte principal do relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) está há mais de dois meses pronta para ser votada, sem sucesso. Por falta de apoio, está praticamente descartada a implantação da lista fechada, uma das principais propostas da reforma.

    Com o fracasso da lista fechada, mais barata, Cândido disse à Folha de SP. que apresentará na semana que vem novo texto elevando em quase 50% o valor do novo fundo eleitoral público para financiamento das campanhas.

    Em sua proposta original, esse fundo teria R$ 2,18 bilhões. Agora, subirá para R$ 3 bilhões. Deputados defendem que o valor chegue aos R$ 6 bilhões, idêntico ao declarado em 2014.

    A esse valor seriam somados ainda pelo menos R$ 820 milhões do fundo partidário, atualmente a principal fonte pública de financiamento dos partidos, e a renúncia fiscal para que TVs e rádios transmitam o horário eleitoral (cerca de R$ 600 milhões).