Após período no exterior, Ramon se diz pronto: ‘Dei uma evoluída’

    Segundo o jogador, que passou cinco meses em Israel, contato com o futebol estrangeiro o ajudou a crescer dentro de campo e ajudar o Vitória no retorno

    Foto: Mauricia da Matta /EC Vitória

    Titular no Ba-Vi no retorno ao Vitória, após passagem pelo futebol de Israel, o zagueiro Ramon avaliou, em coletiva na tarde desta terça-feira (4), a exibição do rubro-negro no clássico e o clima no clube com o mau rendimento da equipe.

    Segundo o defensor, a recepção da torcida após a goleada sofrida para o Atlético-PR, em Curitiba, deixou o ambiente conturbado, mas o técnico Alexandre Gallo soube orientar os jogadores para o confronto com o rival, o que ajudou na evolução do time dentro de campo.

    “A gente teve um início de semana não muito bom. A gente chegou de viagem na segunda-feira, recebeu os torcedores daquele jeito. Ficou conturbado, e todo mundo levou pensamento para casa do que fazer para poder melhorar. Tem que dar mérito ao professor Gallo pelo trabalho. O time do Vitória mudou. Mudou a parte tática e a parte física. Isso é questão do professor Gallo, pelos treinamentos que ele fez. E o time do Vitória evoluiu bastante por causa disso”, afirmou.

    Sobre a lesão de Kieza, ainda no primeiro tempo da partida, o atleta afirmou que a equipe sentiu a ausência no decorrer da partida, mas que os companheiros entraram com maior empenho após a saída do artilheiro.

    “A gente, no calor do jogo, ainda mais por ser clássico, viu ele caindo, chorando de dor. Eu, particularmente, vi que ele estava querendo voltar para o jogo. Pensei que não era grave. Quando vi o médico pedindo substituição vi que era mais grave. Ele deu muita força para a gente no vestiário, falou que estava junto com a gente até o fim. A gente voltou com um espírito a mais. Mais de força que ele deu para a gente. Fomos para o segundo tempo com força total e pudemos jogar”, ponderou.

    Tempo no exterior – Após cinco meses no futebol de Israel, no Maccabi Tel Aviv, o zagueiro, que quase chegou a ser negociado, afirmou que aproveitou bastante a experiência de jogar no exterior para evoluir. Segundo Ramon, atuar em um campeonato estrangeiro deu a ele outra visão sobre o futebol e o ajudará a crescer no retorno ao clube baiano.

    “Foram muito bons esses cincos meses que passei fora. Tanto dentro de campo quanto fora de campo. Sou outra pessoa. Minha visão de jogo é totalmente diferente. Mudei bastante. No exterior, o futebol é diferente, não tem comparação com o Brasil. Precisamos evoluir. Ganhei um pouco de experiência por ter trabalhado com outros treinadores, outro tipo de trabalho. Isso acrescentou muito. Dei uma evoluída. Espero continuar para trabalhar firme e para que possa deslanchar”, finalizou.