Após aumento no preço, sindicato nega cartel de gasolina em Salvador

    "O que se verifica em Salvador é cada vez o preço menor", apontou presidente do Sindcombustíveis

    Foto: Ciete Silvério /Fotos Públicas

    O aumento repentino de mais de 20% da gasolina nos postos de combustíveis de Salvador assustou quem precisou abastecer o veículo no início desta semana. A gasolina, que chegou a ser comercializada por R$ 3,06 o litro em alguns postos, pulou para mais de R$ 3,70 – sem motivação aparente.

    O salto do preço não pôde ser explicado nem mesmo pelo presidente do Sindcombustíveis no estado, José Augusto Melo, que afirmou não saber o motivo. “O sindicato não participa, não monitora e não sabe o que acontece com o preço. Ontem eu dei uma volta e você o preço maior e menos. Hoje vi a mesma variação. O preço é livre, pode flutuar para cima ou baixo”, afirmou, ao bahia.ba.

    Ainda de acordo com Melo, o que pesa no valor do produto é a carga tributária – que, na Bahia, de acordo com ele, é uma das maiores. “A carga tributária é muito pesada e ainda assim temos a gasolina mais barata do Brasil”, apontou.

    Perguntado se o acréscimo ao custo da gasolina era combinado, o presidente do sindicato negou veementemente. “Não. Cartel é combinação, uma reunião de pessoas. O que se verifica em Salvador é cada vez o preço menor. Quando todo mundo baixa, é cartel? Não. Então quando sobe também não se pode imaginar isso”, sugeriu.